É possível exibir um filme na sala de aula?

Na disciplina (CIN7202) Sociedade da Informação da Graduação em Ciência da Informação da UFSC, assistimos a um filme, um documentário sobre a vida de Aaron Swarz, sobre o qual já falamos no blog e que você pode assistir aqui.

Aaron Swartz
Aaron Swartz. Foto: Wikipédia, CC by-sa 2.0

Durante o documentário os alunos tinham que anotar coisas que não soubessem, pesquisar um pouco mais sobre algumas das pessoas que apareciam, em resumo, aprofundar um pouco mais para conhecer o contexto e a justificativa para compreender os motivos da atuação de Aaron Swartz, e conhecer um pouco melhor a Sociedade de Informação e o ativismo.

Ao finalizar o filme, além das questões que tinham que procurar, perguntei: é permitido o que fizemos hoje aqui? é legal no Brasil exibir um filme como esse que assistimos hoje na aula?

A turma, depois de pesquisar o que dizia a legislação, decidiu perguntar a alguém que soubesse sobre a máteria e enviaram um e-mail a MPLC Brasil (Motion Picture Licensing Corporation), que se apresentam no seu site como «parte de uma rede de empresas de licenciamento de exibições de obras cinematográficas que atua na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul e está associada à MPLC – International». Uma das alunas, Bárbara Balbis, foi a responsável de contatar com a companhia, perguntando se era possível a reprodução de filmes em sala de aula.

Segue a resposta da companhia:

Olá Bárbara, bom dia.
[…]
Somos uma rede internacional existente em mais de 20 países que outorga autorizações de locais para direitos audiovisuais há 25 anos e representamos mais de 400 distribuidores. Estamos no Brasil desde 2005 e mais de 800 lugares já possuem a Certificação de Locais para a exibição de obras audiovisuais.

Queremos ajudá-los a organizar este tipo de atividade para o seu projeto. É uma atividade fácil e agradável! Possuímos 2 tipos de autorização: a Guarda-Chuva (local específico) e a Evento Público (vários locais ou local específico).

A autorização Guarda-Chuva MPLC Brasil «Cine Cultural» é válida por um ano e outorga um lugar específico (uma sala ou um auditório), dando direito a exibições de filmes autorizados pelos nossos distribuidores associados (Warner, Sony, Disney, Fox, Paramount, Universal, UIP, entre outros)*, sem cobrança de entrada. Sendo assim, não é necessária uma autorização que inclua a exibição de cada título. Para exibir, basta que o filme tenha pelo menos 3 meses de lançamento no mercado de vídeo doméstico. A autorização Guarda-Chuva da MPLC Brasil tem um baixo custo. É importante lembrar que adquirindo a autorização estará cumprindo o artigo 29 da Lei 9.610/1998, que diz ser necessária a obtenção de autorização prévia do detentor dos direitos do filme.
No caso da autorização Evento Público, é necessária a prévia consulta ao distribuidor de cada título e o valor é calculado de acordo com a quantidade de público esperado para cada exibição.

Respondendo a sua pergunta se é permitido por lei a exibição de filmes (nacionais ou internacionais) em sala de aula, toda exibição fora de casa ( conceito Home Entertainment) necessita de autorização dos detentores dos direitos para ocorrer. Nesse sentido, qualquer exibição complementar através de fonte exibidora como, DVD, BD, Streanming, VOD ( Net Now, SKY, Netflix), download legal e cópias digitais necessita de autorização e recolhimento dos direitos.

Ao adquirir uma obra nesses formatos, o detentor somente permite a exibição sem recolhimento de direitos ocorram dentro de uma residência, com o intuito de entreter os moradores e as exibições públicas, fora de casa, necessitam de uma autorização.

As condições para este tipo de autorização são:

– O serviço de exibições deverá ser inteiramente gratuito, não podendo ser cobrado pela entrada (ticket) ou acesso aos filmes/ sessões.
– A obra escolhida deverá pertencer a um distribuidor associado a MPLC (lista anexada).
– Nossas autorizações são destinadas ao uso de obras audiovisuais em DVD, Blu-ray, cópia digital original que foram comercializados para o mercado de vídeo doméstico (Home Entertainment) e VHS.
– Todos os títulos (filmes, shows, etc) deverão aguardar 3 meses após o seu lançamento comercial de compra ou locação para então serem exibidos publicamente.
– Se título for uma produção nacional, então sua disponibilidade deverá ser consultado a MPLC com antecedência.
– Obras Nacionais da SONY / COLUMBIA estão temporáriamente suspensas.

[…]

Segundo eles «toda exibição fora de casa ( conceito Home Entertainment) necessita de autorização dos detentores dos direitos para ocorrer«. Além disso é preciso cumprir uma série de condições: não ter fins comerciais, que sejam obras do catálogo que eles representam, etc.

O e-mail continua oferecendo dados sobre o procedimento de aquisição e solicitando os dados precisos para o cadastro e a lista de distribuidores associados, finalizando com uma educada despedida do comercial.

A resposta parece seguir a tendência atual da indústria cultural e do entretenimento, que para reproduzir um filme completo em sala de aula, temos que pagar independentemente dos fins educacionais. As associações arrecadadoras de direitos autorais do setor audiovisual, oferecem licenças individuais e guarda-chuvas para que os interessados em exibir filmes possam conseguir sua licença, logicamente, pagando.

Na verdade, a pergunta tinha truque. Assistimos a esse filme por ter uma licencia Creative Commons (Public Domain 1.0). Isto é, um filme que legalmente podemos fazer download, copiar, compartilhar ou assistir na aula sem problemas.

A legislação brasileira (lei 9.610) não ajuda muito aos professores, pois lendo as limitações e exceções (Capítulo IV, Das Limitações aos Direitos Autorais) é complexo saber se podemos passar um filme na aula ou não.

Da mesma forma que o movimento de Acesso Aberto luta pela liberação da informação científica e se serve das licenças Creative Commons, devemos lembrar que qualquer obra pode ser licenciada, como uma música ou também um filme. Este tipo de obras não oferecem tantos problemas como as que tem copyright, pois não vai ter problemas por exibir na sala de aula.

Compreendem agora a importância de licenciar nossas obras com licenças Creative Commons?

O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz [filme completo]

Aaron Swartz foi um programador e ativista estadunidense que lutava pela liberdade na internet e liberação do conhecimento. (Mais info na Wikipédia: Aaron Swartz). A história de sua vida é muito interessante e uma fonte de inspiração para os profissionais da informação numa sociedade cada vez mais tecnológica.

The internet's own boy. (Sundance festival poster)
The internet’s own boy. (Sundance festival poster)

A continuação o documentário completo»O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz» (The Internet’s Own Boy: The Story of Aaron Swartz) que resume seu trabalho e seu posicionamento político e social.

Pode assistir aqui ou baixar de Archive.org (https://archive.org/details/TheInternetsOwnBoyTheStoryofAaronSwartzHD) em vários formatos.

Para ver legendas em português, faça click em cc.

No contexto da disciplina Sociedade da Informação, assistimos ao filme e fizemos uma listagem de alguns dos tópicos e personagens interessantes, sobre os quais sugiro pesquisar, para aprender como é nossa realidade, a atual sociedade da conexão desde o ponto de vista tecnológico, onde internet é uma ferramenta fundamental para aprender, fazer negócios, nos comunicar, desfrutar do lazer ou compartilhar informação.

Alguns dos tópicos de interesse:

  • Acesso Aberto (OA)
  • Conhecer para hackear
  • Copyleft
  • Copyright
  • Creative Commons
  • Cultura Livre
  • Domínio Público
  • Guerrilla Open Access Manifesto
  • Jimmie Wales
  • Lawrence Lessig
  • Não existe o posicionamento neutral
  • Open Library .net
  • RSS
  • Termos de uso e licenças
  • Tim Berners Lee
  • Watchdog
  • Wikileaks
  • ..

E você, gostou do filme? conhece outros filmes que possam ser de interesse para Sociedade da Informação?

Fonte da fotografia: Wikipédia, https://en.wikipedia.org/wiki/File:TOBSAS_poster.jpg

 

Edward Snowden sobre la privacidad (infografía)

Respuesta de Edward Snowden, consultor tecnológico que trabajó para la CIA a todas aquellas personas que afirman que no les importa la privacidad:

«No defender la privacidad porque ‘no tienes nada que esconder’, es como no defender la libertad de expresión porque no tienes nada que decir«

Edward-Snowden-Privacidad
Edward Snowden – Privacidad

Cuidemos y respetemos la privacidad.

Information Science and Borko + infography

H. Borko wrote, a long time ago (1968), in his article «Information Science: What is it?» a definition about what Information Science is:

Information science is that discipline that investigates the properties and behavior of information, the forces governing the flow of information, and the means of processing information for optimum accessibility and usability. It is concerned with that body of knowledge relating to the origination, collection, organization, storage, retrieval, interpretation, transmission, transformation, and utilization of information. This includes the investigation of information representations in both natural and artificial systems, the use of codes for efficient message transmission, and the study of information processing devices and techniques such as computers and their programming systems. It is an interdisciplinary science derived from and related to such fields as mathematics, logic, linguistics, psychology, computer technology, operations research, the graphic arts, communications, library science, management, and other similar fields. It has both a pure science component, which inquires into the subject without regard to its application, and an applied science component, which develops services and products.» (Borko, 1968)

Furthermore, he talks about some important categories where a Information Science Researcher is able to work. You can see all of them in this (pretty cool) infography that you can share/copy as you want, just using the same license.

Information Science researchers areas
Information Science researchers areas

Just do not forget, Information Science is an interdisciplinary science, which uses knowledge of several fields to grow and improve.

 

Borko, H. (1968). Information science: what is it?. American documentation, 19(1), 3-5. https://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/EdbertoFerneda/k—artigo-01.pdf

Las Meninas (Velázquez): best painting in history?

Diego Velázquez was a Baroque painter and one of the most important Spanish artists, very known worldwide.One of his most important materpieces was Las Meninas, painted in 1656.

Las Meninas. Diego Velázquez. (Wikimedia)
Las Meninas. Diego Velázquez. (Wikimedia)

You can see the painting at Museo del Prado (Madrid), if you are in Madrid and also in their site: www.museodelprado.es, that actually has a very good tool that allows us to see Las Meninas in our own way, with information about it (https://www.museodelprado.es/coleccion/obra-de-arte/las-meninas/9fdc7800-9ade-48b0-ab8b-edee94ea877f).

Furthermore, this is a a very interesting video to learn about Las Meninas, perspective, colors, who are in the painting, etc. (In English with subtitles). Really good!

And now, after watching the video, do you like Velázquez?

El problema de los Ebooks y las licencias de acceso

Los libros electrónicos o digitales (ebooks), como veíamos en «Libro electrónico (ebook), préstamo en bibliotecas y copyright«, conllevan una serie de problemas a diferencia del libro en papel.

Si bien no es nuestro objetivo desprestigiar el ebook, que tiene sin lugar a dudas muchos beneficios, como su coste, facilidad de transporte, posibilidad de ser usados multiplataforma, etc., también es cierto que presentan conflictos debido a los derechos de autor.

Recientemente la compañía Nook ha decidido salir del mercado de Reino Unido y ha publicado en su web (http://www.nook.com/gb/notice) este comunicado, donde destacamos la parte clave:

Dear Reader,

We have an important change to the NOOK service to announce.

Effective from March 15, 2016, NOOK will no longer sell digital content in the United Kingdom. The NOOK Store on NOOK devices sold in the UK, on the UK NOOK Reading App for Android, and at nook.com/gb will cease operation.

To meet your digital reading needs going forward, NOOK has partnered with award-winning Sainsbury’s Entertainment on Demand to ensure that you have continued access to the vast majority of your purchased NOOK Books at no new cost to you. Further instructions on how to transfer your NOOK Books to a new or existing Sainsbury’s Entertainment on Demand account will be sent to you by email over the coming weeks. Please ensure that you look out for these emails as they will contain important information on what to do next.

Your action is required. Visit our FAQs page.

We thank you for your patronage and are working closely with Sainsbury’s to make this transition as smooth as possible.

Sincerely,

The NOOK Team

Es decir, han llegado a un acuerdo con otra compañía para asegurarse que podamos continuar teniendo acceso a la mayoría de los libros que legalmente compramos (que no significa que sean todos). Con la delicadeza de no imponer un coste adicional para seguir disfrutando de nuestros libros, porque podría suceder que tuviésemos que volver a pagar por ello.

Cuando compramos un e-book, no compramos un archivo o una obra, sino una licencia, un permiso para acceder a esa obra con una serie de condiciones.  Por tanto, no tenemos los mismos derechos sobre un libro en papel, que podríamos vender o compartir con otras personas, que sobre un libro electrónico. Generalmente la licencia de acceso que adquirimos y su correspondiente DRM (sistema de protección) no permitirá llevar a cabo ninguna de esas acciones.

Recuerda:

No, tu ebook, no es tuyo.

Y a ti, ¿te ha sucedido algunas vez algo parecido?

Para saber más:

No more Nookie for Blighty as Barnes & Noble pulls out. http://www.theregister.co.uk/2016/03/04/barnes_and_noble_pulls_out_of_blighty/

Como darte de baja o cancelar una cuenta en internet

just-delete-me-cancelar-servicios-web
jusdelete.me Cancela tus servicios web

¿Has intentado alguna vez darte de baja de Hotmail, Youtube, Flickr…?

En ocasiones encontrar el enlace para eliminar tu cuenta o cancelar un servicio en la web puede ser una tarea ardua, con su consecuente pérdida de tiempo.

Desafortunadamente es un proceso que debemos hacer manualmente, no podemos automatizarlo (por ahora), pero existen herramientas que nos pueden ayudar.

Justdelete.me es un directorio con información sobre la dificultad para cancelar una cuenta, enlaces directos a la página donde hay que dirigirse y además explica brevemente los pasos que debes dar para olvidarte definitivamente de esa web. Esta web recoge cientos de servicios en línea y se pueden ordenar por dificultad, popularidad u orden alfabético. Una excelente ayuda para dejar atrás tu vieja cuenta de Foursquare que hace tanto que no usas o esa antiguo mail de Hotmail lleno de spam .

Este es mi preferido, pero ¿conoces alguna otra web de este tipo?

Bibliotecas e bibliotecários na era de Internet (vídeo)

Um breve vídeo, feito pela companhia Common Craft, sobre que papel tem as bibliotecas e os bibliotecários agora, na era de internet. Em inglês, legendado na mesma língua.

Você acha acertado? Acrescentaria alguma coisa?

Cómo eliminar la protección de un PDF en línea

Como investigador empleo una metodología de trabajo que consiste en ir copiando y pegando en un borrador multitud de fragmentos de texto de revistas, tesis doctorales, páginas web, etc. Acontinuación tras una primera aproximación a una temática, elimino lo que no me gusta y voy indagando en lo que me resulta interesante.

Siempre que hago esto, para no olvidar de dónde procede la información, escribo junto al fragmento el enlace del recurso empleado o el nombre del archivo de donde lo he sacado, por si en última instancia lo uso en un trabajo así tengo controlado de dónde procede y puedo citarlo como corresponde.

Uno de los problemas con los que me encuentro a menudo son los PDF protegidos. Estos archivos impiden copiar una sola línea, por lo que no puedo hacer mis borradores de trabajo.

Hoy no indagaré en las razones o si desde el punto de vista de los derechos de autor esto está bien o mal. Simplemente vamos a ver cómo desproteger un PDF cualquiera desde internet, sin necesidad de descargar ningún programa.

pdf_unlock

Paso 1: entrar en http://www.pdfunlock.com/

Paso 2: subir el archivo y pulsar sobre “Desbloquear!”

Paso 3: ya está, ahora podrás copiar el texto que necesites

Espero que te haya sido útil y si no es así ¿conoces alguna herramienta mejor?

(*Original publicado el 14/11/2014)

Libro electrónico (ebook), préstamo en bibliotecas y copyright

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Hace unos días me preguntaba Santiago Martín en Twitter mi opinión sobre la campaña de EBLIDA para promover el libro electrónico en el préstamo bibliotecario:

@enriquemuriel ¿Conoces la campaña de EBLIDA por el derecho a leer libros electrónicos? Me gustaría saber tu opinión. http://t.co/OjRtwuJ9p2

— Santiago Martín (@_stmartin) abril 29, 2014

La campaña EBLIDA a favor del ebook en la biblioteca

Lo cierto es que no había leído mucho sobre el asunto, así que decidí echar un vistazo a la web de EBLIDA (European Bureau of Library, Information and Documentation Associations), donde también podemos deducir por los carteles en español que FESABID apoya la iniciativa. En su apartado “What we want” listan sus 4 objetivos principales. La mayoría estos puntos parecen razonables: tener la posibilidad de que las bibliotecas puedan disponer de los últimos libros electrónicos igual que ocurre con los de papel o poder comprar los ebook a un precio aceptable y no la estafa generalizada que existe en la actualidad, son reclamaciones loables. De la misma manera el último punto, el “acceso de todos los ciudadanos a los libros digitales“, es tan aceptable como los primeros.

Ahora bien, la tercera de sus peticiones la he separado del resto, ya que es un punto con el que no estoy de acuerdo y que considero contrario a la filosofía de las bibliotecas. Dice:

We want Authors to receive fair remuneration for the lending of e-books to the public. Currently authors receive no remuneration for the loan of e-books by libraries in most Member-States.

Proclaman un remuneración a los autores por el préstamos electrónico, entiendo que al margen del pago a los autores cuando se adquiere la obra. Y me pregunto ¿por qué un autor debe recibir también una compensación porque un libro se preste en una biblioteca? Si mal no recuerdo las bibliotecas son eran las democratizadoras del acceso a la información, cuyo fin cultural en beneficio de sus ciudadanos, blablablá… (búsquese literatura al respecto). Para llevar a cabo la gestión, difusión y conservación de las obras las bibliotecas necesitan infraestructuras, materiales y por supuesto, profesionales de la información. Todo esto lo pagamos entre todos, porque siempre se ha concebido a las bibliotecas como un oasis cultural, un lugar donde independientemente del poder adquisitivo, raza, lengua, religión… todos tenemos acceso a los libros y a la cultura.

Las bibliotecas conservan ejemplares que las editoriales desechan una vez pasada la fiebre de un autor, gestionan colecciones que ya no son rentables, invierten esfuerzos (tiempo y recursos) en que las obras no desaparezcan para que todos podamos tener un poco más cerca a autores clásicos y contemporáneos que conforman la cultura de nuestra sociedad en el pasado y en el presente. Es decir, estos centros pagan con sus esfuerzos la correspondiente tarifa “moral” a los creadores, pues gracias a las bibliotecas mucha más gente tiene acceso a sus obras, manteniendo permanentemente abierto un catálogo que las editoriales no están interesadas en costear. De nada, autores.

Por otro lado mucho se ha escrito sobre si este hecho resta beneficios a los autores, aunque para qué engañarnos, de incidir negativamente sobre unos beneficios, serían sobre el de las editoriales, que son las grandes beneficiadas en estas cuestiones.

Algunos pensamos que estar en la biblioteca es un privilegio y como tal, no se debe pagar al autor por conservar sus obras, algo que podríamos enlazar con la plataformas contra el préstamo de pago http://noalprestamodepago.org/descarga-de-archivos/.

La paradoja del libro electrónico

Ahora bien, me gustaría que nos paráramos a reflexionar sólo un momento sobre el absurdo (desde el punto de vista técnico) del préstamo electrónico.

La gran ventaja del medio digital es la copia perfecta. Podemos reproducir un bien cultural sin perder calidad, un simple control+c / control+v nos permite duplicar una canción, una película, un libro. Es un sueño hecho realidad, ¿o no?

El problema del medio digital (para las editoriales) es precisamente este, la copia perfecta. La facilidad para duplicar archivos idénticos al original provoca que las editoriales se nieguen al préstamo de libros electrónicos. Y es que préstamo y electrónico son dos conceptos opuestos, por lo que pudiendo beneficiarnos de una copia exacta se incluyen mecanismos artificiales para evitar esta perfección. Extraño ¿no?

Este es el motivo por el que las pocas iniciativas de préstamos se vean sometidas principalmente a: 1)El DRM, un tipo de software diseñado para desactivar la obra (permítanme la expresión), limitándola en varios sentidos: el soporte sobre el que puede ejecutarse, un tiempo determinado, etc. O también 2)El préstamo ligado al soporte, es decir, el préstamo de un ebook unido al dispositivo físico, un lector de ebooks como el Kindle por ejemplo. No muy lógico cuando la ventaja del libro electrónico es la independencia del soporte.

Conclusión

Esta es una tarea complicada. Existen varias propuestas del estilo de “Spotify para libros” que parecen apuntar a un modelo de negocio con posibilidades de dar frutos. No dispongo de los argumentos necesarios para valorarlo, pero sin duda, nuevas ideas y proyectos son bienvenidos.

Me parece muy loable el intento de EBLIDA por favorecer el préstamo electrónico, pero no estoy de acuerdo con que se deba re-remunerar al autor, pues ya se hace cuando se adquiere la obra. Como afirman en “The Right to E‐read Statement An E‐book policy for libraries in Europe“, es cierto que esta ausencia de ebooks en la biblioteca podría llevarnos a la situación de que los editores tengan de forma indirecta” …la capacidad de decidir sobre los contenidos digitales en las bibliotecas”, con lo que la bibliotecas no pueden continuar garantizando “el libre acceso a los contenidos, la información y la cultura de todos los ciudadanos europeos”, pero ¿a qué precio evitamos esta situación?

Entiendo la postura de EBLIDA, pero desde mi punto de vista ceder a la presión de la industria pasando por caja, no creo que sea la mejor forma de solucionar el problema, ni por el bien de los bibliotecarios ni por el de los usuarios. El autor recibe su compensación en el momento de adquisión de la obra y afortundamente para los creadores, no deben hacerse cargo de los costosos gastos de las bibliotecas que protegerán sus obras cuando las editoriales las desechen. Como decía antes, de nada.

Para saber más:

Por qué los libros electrónicos no se prestan en las bibliotecas. http://www.eldiario.es/turing/prestamo-ebooks_0_252675370.html

EBLIDA The right to e-read. http://www.eblida.org/e-read/home-campaign/