Informação e desinformação na era das manchetes

Informação e desinformação. Definições

A presente notícia é apenas um conjunto de ideias pra refletir sobre a informação hoje, sobre o que lemos e como passamos nossa mensagem aos outros.

Não sempre é simples diferenciar o que eu gosto/quero de como são as coisas, será que é importante diferenciar entre fato e ficção, entre verdadeiro e falso? Bom, pra manter a democracia, sim.

Cuando la verdad no importa.

Vamos começar com umas definições para entender os conceitos principais do assunto.

La información es un conjunto organizado de datos procesados, que constituyen un mensaje que cambia el estado de conocimiento del sujeto o sistema que recibe dicho mensaje.

Wikipedia. Información

Bom, se a informação apresenta uma definição simples, para desinformação a UNESCO decide dividir em 3:

Desinformação: informação falsa e deliberadamente criada para prejudicar uma pessoa, um grupo social , uma organização ou um país.


Informação incorreta: informação falsa, mas não criada com a intenção de causar algum dano.


Má-informação: informação que é baseada na realidade, mas usada para causar danos a uma pessoa, organização ou país.

UNESCO. Desinformação.

Mas não é apenas uma questão de erros, a desinformação tem um objetivo que poderia ser resumido como:

«O objetivo da desinformação é que vc pense que tudo é mentira»

Marta Peirano. Entrevista a Marta Peirano: “Facebook es un paraíso fiscal de la información”.

As notícias falsas não são inocentes mentiras, podem ser utilizadas para desestabilizar países ou colocar em risco a democracia. Estamos falando de um assunto que é monitorado pelos serviços de Inteligencia dos países, como o caso do CNI na Espanha.

Se quer saber um pouco mais sobre Fake News, pode ler o post (Fake News: Pós-verdadeiro ou falso ) e assistir ao vídeo.

Para uma primeira aproximação, a IFLA oferece algumas dicas básicas para saber como identificar mentiras.

IFLA. Como identificar notícias falsas.

Leitura

É preciso ler mais e ler melhor. Entender o que se lê.

Quais são as fonte de informação que utiliza? Quem é o autor? Quem paga o salário? Da pra acreditar? O grande especialista é um terraplanista?

Por quê vc lê o que lê? Quem ou que te enviou essa notícia? Como vc chegou até ela ou ela até vc?

Vc acessa à informação? Como? O que acontece quando a informação tem um paywall? Poderia acessar a essa informação de algum jeito? Sim, pode: Cómo saltar el muro de pago de un diario en línea.

Equilibrio entre o nosso conhecimento e a confiança no critério dos expertos (de verdade).

Quem controla a narrativa, controla o discurso. As vezes precisamos aprofundar nos estudos científicos ou nos dados pra entender sobre um assunto.

Sabe diferenciar a informação da propaganda? Consegue evitar os clickbaits? Sabe fugir dos conteúdos de Taboola ou Outbrain?

É importante ser conscientes que podemos estar errados, a aprendizagem é melhorar sempre. A ciência é a busca permanente da verdade.

Vieses

Os humanos analisamos a realidade pelo conhecimento adquirido até o momento. Mas não esqueça:

«Para quem só sabe usar martelo, todo problema é um prego»

Ditado popular brasileiro

Todos cometemos erros, temos preconceitos e vieses. Um dos mais comuns é o viés de confirmação, que é a «tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais».

Alguns assuntos são muito complexos, não temos como saber todo, e a simplificação dos mesmos pode nos levar a conclusões erradas.

Suas ideias são suas? Vc não está reproduzindo o que falam seus colegas/chefes/políticos de estimação?

As mensagens que vão diretas a suas emoções deveriam ser avaliadas com a maior precaução.

Mensagens

Qual é o seu propósito final? O que vc gostaria de conseguir exatamente e como vai chegar até la. Qual é o caminho que vai seguir?

Qual é a sua mensagem? Aonde você compartilha sua mensagem, no espaço físico (qual?), no espaço digital (aonde)?

As mensagens devem estar adequadas ao público destinado. Como regra geral as mensagens devem ser simples e claras, pra que a maior parte da população objetivo possa entender.

As mensagens e as emoções tem uma forte ligação no contexto da pós verdade. As emoções nos fazem sentir a necessidade de compartilhar ou comentar nas mídias sociais. Algumas palavras captam melhor nossa atenção, como os termos relacionados com a moral e as emoções (crime, piedade, direito / medo, amor, choro), já que chamam mais a atenção nas mídias sociais do que os termos neutros:

«We found that moral words (such as crime, mercy, right), emotional words (such as afraid, love, weep) and moral-emotional words (such as abuse, honor, spite) captured more attention than neutral ones (such as coast, novel, maze)» (…)»Moral and emotional words (such as lewd, kill, evil, faith and sin) were the most captivating.«(…) «But positive moral messages also gain traction on social media.«

Why Moral Emotions Go Viral Online

A indignação é outra das chaves, mas as vezes pode ser uma faca de dupla gume, depende como se utilize. (Cómo nos manipulan y polarizan las emociones en redes sociales).

Outros autores como Fogg insistem na importância da esperança como sentimento motivador das pessoas.

Na hora de comunicar uma informação as mensagens devem sair da nossa bolha física (universidade) e da digital (círculo de contactos). É importante tentar chegar a lugares aonde tradicionalmente não chegam.

As palavras das mensagens devem ser refletidas, a linguagem cria nossa realidade ou ajuda muito a criá-la.

O que se fala sobre mim/meu propósiro? Quais são os comentários que aparecem na internet sobre mim/minha empresa? É importante fazer um seguimento pra poder posicionar um discurso mais favorável.

E por último, não esqueçam que as melhores mentiras são aquelas que tem uma parte de verdade. É uma das estratégias mais simples de manipulação e desinformação.

Bibliografia e links de interesse

Alfabetização e segurança digital: melhores práticas de uso no Twitter. https://www.oas.org/pt/ssm/cicte/docs/20190916-POR-Alfabetismo-y-seguridad-digital-Twitter.pdf

Castells, M. (2005). A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra.

Castells, M. (2012). Redes de indignación y esperanza: los movimientos sociales en la era de Internet.

EFF. Quer um kit básico de segurança? https://ssd.eff.org/pt-br/playlist/quer-um-kit-básico-de-segurança

El lenguaje configura nuestra visión del mundo. https://www.nuevatribuna.es/articulo/cultura—ocio/lenguaje-configura-nuestra-vision-mundo/20190425175507162173.amp.html

Foog, BJ. A behavior model for persuasive design. DOI: 10.1145/1541948.1541999

Matute, H. Nuestra mente nos engaña: sesgos y errores cognitivos que todos cometemos. Shackleton Books, 2019.

We need to talk about the internet’s fake ads problem. Wired. 2017 https://www.wired.co.uk/article/fake-news-outbrain-taboola-hillary-clinton

Cómo saltar el muro de pago de un diario en línea

Entre las misiones de un bibliotecario o un profesional de la información está la de disponibilizar y procurar que sus usuarios accedan a la información.

En la actual Sociedad de la Información, donde la desinformación circula a una velocidad mayor que la información contrastada y las redes sociales y chats son los principales canales de distribución de información manipulada, el periodismo sufre de las consecuencias de una crisis permanente por sobrevivir.

Sin una respuesta definitiva al mejor modelo de negocio y con la intención de recuperar el respeto perdido en la última década, algunos medios en línea utilizan un muro de pago (paywall) que puede estar implementado sólo para lectura de usuarios registrados en la plataforma o para suscriptores de pago. 

La mayor parte de mis alumnos reconoce estar expuestos a entre 50 y hasta 100 titulares por día. Entre todas ellas afirman interesarse apenas por entre 2 y 5 noticias para leer completas.

En el contexto brasileño, como sucede en el internacional con el Washington Post por ejemplo, cada vez existen más sitios de pago o con registro, desde la Folha de Sao Paulo hasta los diarios regionales.

Sucede que cuando los alumnos llegan a una noticia de estos medios, afirman saltarla y pasar a otro medio que sea gratis. 

En un contexto así, de lucha contra Fake News y desinformación me pregunto: ¿el profesional de la información debería facilitar el acceso a los usuarios por el bien de la sociedad? ¿debemos evitarlo y reforzar el mensaje de que la información de calidad debe ser pagada? ¿debemos permitir que la sociedad continue su proceso de idiotización disculpándonos en la defensa de los derechos de autor?

Si no tienes dinero para pagar un diario ni cumples las condiciones para acogerte a una cuenta gratis existe la posibilidad de entrar en la web: www.outline.com, pegar la url de una noticia bloqueada, crear una nota y así poder acceder a su contenido.

Una colega, Iara Vidal, comenta que se puede añadir al principio de la url que deseas leer: «outline.com/» (sin las comillas) o utilizar una extensión de firefox «Send to Outline».

Sérgio Camargos afirma por Facebook que la extensión Toggle JavaScript para Chrome funciona bien para los paywalls basados en JavaScript.

¿Conoces otros métodos para acceder a la información?