Todas as capas do The New York Times desde 1852 em um minuto [vídeo]

Um vídeo de Josh Begley apresenta todas as capas da versão impressa de um dos jornais mais importantes do mundo, The New York Times, desde o ano 1852. Nele podemos ver a mudança da diagramação dos elementos em apenas um minuto. O texto e sua quantidade e disposição, a cor das fotos que passa de branco e preto ao colorido, bem como, o tamanho das imagens, entre outros.

Every NYT front page since 1852 from Josh Begley on Vimeo.

E você, conhece algum outro projeto como este?

Entrevista à Revista PerCursos sobre informação, ética e tecnologia.

Capa Revista PerCursosNuma entrevista concedida à revista PerCursos (v.17, n.34) em outubro de 2016, falamos, entre outras coisas, sobre a censura, a ética nos algoritmos e a necessidade da competência informacional como ferramenta para viver na nossa sociedade da informação, onde as notícias falsas, preconceitos e os interesses da mídia impregnam as informações que acessamos diariamente. Segue abaixo a entrevista na íntegra.

PerCursos: Atualmente, as tecnologias influenciam substancialmente na forma de acesso e apropriação da informação por parte dos indivíduos. No caso da mídia tradicional, observamos fontes de informação, como a Internet, Televisão e Rádio, as quais, muitas vezes, têm efeito contrário: ao invés de informar, elas “desinformam”. O que é necessário para se faça uma boa escolha das fontes de informação?

Se falarmos de informação científica, existem muitas instituições e profissionais encarregados de pesquisar, gerenciar, compartilhar e publicar este tipo de informação para a área que precisarmos. No âmbito da ciência, a informação passa pelo filtro da comunicação científica, que ajuda a identificar informações erradas, com metodologias incorretas ou incompletas, entre outros, mediante a revisão por pares quando submetemos um artigo a uma revista.

No caso da informação jornalística ou geral, muda um pouco. A influência das grandes mídias na população é maior, e geralmente atrás das grandes companhias existem fortes interesses econômicos privados. Manuel Castells em “O Poder da Comunicação” trata alguns dos problemas da mídia e o poder que exerce sobre a população. Com a internet, mudou a comunicação unidirecional dos jornais ou os noticiários da TV para uma comunicação em que o usuário também participa e interatua com a informação, no que agora se denomina segunda tela.

Por um lado, é uma boa notícia, por outro, sem a formação mínima necessária, as informações acessadas não serão de muita utilidade se a população não tem as competências para diferenciar entre informações objetivas e subjetivas.

Não devemos c que atrás das fontes de informação, científicas ou periodistas, estão os humanos. Não podemos exigir que os cientistas ou jornalistas sejam 100% éticos se a sociedade não é, porque como acontece com os políticos, eles sãos simplesmente um reflexo da sociedade; se a sociedade é corru[p]ta, também veremos corrupção nas informações ou nas fontes em que se encontram.

Neste sentido, ter uma boa competência informacional é fundamental para reduzir, na medida do possível, a chance de sermos manipulados ou enganados.

 

PerCursos: Ao pensar mais especificamente na Internet e na sua amplitude e abrangência, ficamos sujeitos a algum tipo de censura, ocultação ou manipulação de informação quando obtemos resultados de uma determinada busca?

O buscador quase onipresente nas buscas dos usuários no mundo inteiro, Google, oferece resultados conforme os nossos interesses, ou melhor, segundo os interesses que a corporação estadunidense considera que são os interesses dos seus usuários, porque eles fazem um perfil muito completo de cada um de nós. Há uns anos, quando o buscador operava na China, fiz um pequeno teste procurando “Praça Tiannamen” no Google Imagens dos EUA, Espanha, França, Itália e China (e ampliei um tempo depois em: “Las principales formas de censura en internet“. Os resultados dos quatro primeiros países eram parecidos: a icônica imagem de um homem de calças pretas e camisa branca, com uma maleta e uma sacola nas mãos parado frente a um fila de tanques de guerra. A imagem é um ícone mundial da resistência contra o poder. Quando se procurou o mesmo termo na versão chinesa do buscador, apenas apareciam imagens da praça na atualidade, sem aparecer nenhuma imagem relacionada com a forte repressão acontecida nesse lugar. Os resultados estavam “filtrados”.

Hoje, o Google não opera mais na China, mas sua forma de atuar continua sendo a mesma. Por exemplo, Google Maps muda as fronteiras dependendo de onde o acessemos (2, http://www.popsci.com/does-google-create-worlds-borders ). Já existem algumas vozes que consideram que deveria existir um motor de busca público que garanta que os resultados apresentados não apresentam manipulação, ocultação e nenhum tipo de censura. Poderíamos ampliar este raciocínio para a criação de um organismo público internacional para a preservação dos conteúdos na web.

Seja como for, o papel do profissional da informação e da competência informacional deve ser protagonista para orientar os usuários nestas e em outras questões.

Google, oferece resultados conforme os nossos interesses, ou melhor, segundo os interesses que a corporação estadunidense considera que são os interesses dos seus usuários.

 

PerCursos: Com relação às mídias sociais, como Facebook e Youtube, por exemplo, quais os principais problemas observados na questão referente ao compartilhamento de materiais e aos direitos autorais?

O principal problema que existe com os direitos autorais é que as pessoas não conhecem nem, geralmente, tem interesse em conhecê-los. Uma pergunta clássica quando pesquisamos em algum trabalho sobre o assunto é: “O que precisamos fazer para obter os direitos de autor sobre uma obra que criamos?”. Poucas pessoas sabem que os direitos de autor são adquiridos no mesmo momento da criação, não é preciso nenhum requisito formal. Isto é importante, pois se alguém tiver dúvidas se um trabalho de aula, por exemplo, tem direitos de autor, a resposta é sim, e os direitos são do aluno, portanto, em linhas gerais, podemos pensar que todas as fotos que usamos de internet, memes, vídeos, tudo, por efeito, está protegido. Se os usuários e os profissionais da informação se preocupassem um pouco mais com direitos autorais, conseguiríamos mudar uma legislação que não atende às necessidades da sociedade conectada e mais pessoas compartilhariam suas obras com licenças do tipo Creative Commons.

 

PerCursos: Como fica a questão da Lei dos Direitos Autorais: as redes sociais seguem a lei vigente do seu país ou do país onde foi produzida a informação que a rede social compartilhará?

As leis de direitos autorais, embora tenham como base acordos e convênios internacionais, são leis nacionais. Em princípio, cada empresa e cada pessoa deve cumprir a lei do país onde se encontre. No nosso caso, a Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 foi criada meses antes da fundação do buscador de Google. É fácil imaginar que uma lei da era pré-internet não está muito adaptada às necessidades de nossa sociedade da informação.

 

PerCursos: Quais as implicações éticas que envolvem questões como a vigilância tecnológica e o rastreamento de nossas atividades na rede?

A vigilância tecnológica é um termo aplicado principalmente a empresas ou entidades, para conhecer a evolução do mercado, onde investir, quais são as novas pesquisas ou que novos produtos apresentam empresas do mesmo setor, entre outros. Em troca, a privacidade é um direito das pessoas. Do meu ponto de vista, é uma tarefa dos profissionais da informação orientar os usuários a viver on-line, ensinando vantagens e desvantagens de aplicativos, tecnologias e comportamentos na rede, para que as pessoas possam decidir o que fazer com conhecimento. É difícil de compreender as pessoas que afirmam não se importar com o direito à privacidade porque não têm nada a esconder. Como diria Edward Snowden (1), seria como dizer que não se importam com a liberdade de expressão porque não têm nada a dizer. A privacidade é um direito que deve ser respeitado e é importante que os usuários saibam como fazé-lo. (1, https://www.theguardian.com/us-news/video/2015/may/22/edward-snowden-rights-to-privacy-video)

 

PerCursos: A internet atual tem convergido para Internet das Coisas e Web Semântica. Este novo paradigma tem que impacto nas pesquisas que virão em CI e na vida das pessoas?

A Internet das Coisas será a próxima revolução segundo os especialistas, e terá um melhor impacto na nossas vidas se conseguirmos antes debater algumas questões éticas atrás da hiperconexão de objetos que interagem entre eles e conosco. O avanço é indubitável, mais devemos estabelecer com clareza como se resolverão os dilemas que terão os dispositivos quando pensarem por eles mesmos (coisa que já fazem). Um exemplo é o carro autônomo, sem motorista. Devemos pensar como desejamos que ele escolha frente a um acidente: ir para a esquerda e atropelar várias pessoas ou para direita e arriscar a vida do motorista? Por outro lado, temos que continuar pensando na importância da privacidade e na segurança. Aqueles com aplicativos no telefone ou relógios inteligentes que registram todo o exercício feito durante o dia, imagino que não concordariam se a companhia que compila toda a informação compartilhasse seus dados com as seguradoras médicos, que poderiam rejeitá-lo se fizesse mais exercícios ou menos do que eles consideram o padrão, ou com bancos, que poderiam calcular o risco de dar um empréstimo.

A ciência e a tecnologia oferecem avanços maravilhosos que melhoram nossas vidas, e devemos tentar garantir que seja assim e não nos convertermos em simples produtos que geram dados para que outras empresas se aproveitem, e sem ter nosso consentimento informado.

 

PerCursos: Um dos aspectos da cultura digital é a emergência do e-book. Quais os conflitos atuais no que se refere ao direito dos autores? São os mesmos direitos de um livro em papel? Por exemplo, o e-book pode ser emprestado pelas bibliotecas?

Do meu ponto de vista, é um assunto muito relevante para os profissionais da informação. Quando compramos um livro em papel, adquirimos uma série de direitos. Podemos emprestá-lo, lê-lo as vezes que quisermos e onde quisermos, assim como vendê-lo, é uma propriedade material. Entretanto, quando compramos um e-book não compramos um arquivo epub ou pdf, compramos uma licença. As licenças são um tipo de contrato que oferecem acesso a uma obra e apontam o que podemos fazer com ela. Por exemplo, geralmente as licenças proíbem a venda ou empréstimo de nosso livro legalmente adquirido a terceiros. Se comprarmos o clássico 1984, de George Orwell em papel, podemos emprestá-lo a várias pessoas, e um dia, se quisermos, vendê-lo. Com o mesmo livro adquirido em formato digital, não. Além disso, as licenças podem limitar desde onde acessamos a uma obra, como acontece com as grandes bases de dados do portal CAPES: precisamos estar dentro do campus da universidade (ou acessar mediante VPN) para ter acesso às bases de dados; se estivermos fora ou não tivermos configurado corretamente o VPN, então não podemos acessar.

…quando compramos um e-book não compramos um arquivo epub ou pdf, compramos uma licença.

 

PerCursos: Comente sobre a emergência de movimentos como Copyleft ou Creative Commons em contraposição ao Copyright.

O movimento Copyleft não é contrário aos direitos autorais, ou pelo menos não todo o movimento (não devemos esquecer que onde existe poder, existe um contra poder). Embora seja um trocadilho, copyleft: cópia esquerda, como o contrário de copyright: cópia direita, está baseado nos direitos autorais; tanto é assim que melhoram os direitos de autor, para que os criadores e usuários tenham controle sobre nossas obras e possamos criar, utilizar e compartilhá-las segundo as condições que decidamos. Neste ponto, poderíamos falar sobre as licenças GNU em computação, fundamentais no software livre, e no âmbito da educação, das licenças Creative Commons, que apresentam seis licenças das quais duas são consideradas como livres e poderiam se encaixar dentro do conceito de copyleft (CC by e CC by-sa).

O Acesso Aberto é um movimento fundamental para o avanço da Ciência que fomenta o acesso e compartilhamento de informação científica. Este movimento se baseia nas licenças Creative Commons e, sem elas, seria muito difícil que pudesse existir.

A meu ver, os professores e alunos deveriam compartilhar suas obras sempre com uma licença Creative Commons. Para isso, simplesmente temos que entrar no site do projeto (https://creativecommons.org/choose/?lang=pt ), escolher a licença que quisermos, e escrever na nossa obra qual é a licença CC utilizada e um link para que se alguém não souber, possa se aprofundar mais no que permite ou não a licença. É uma forma simples e de graça de liberar e fomentar a educação para fazer do mundo um lugar um pouco melhor.

 

Para citar esta entrevista (recomendo ir à fonte original):

MURIEL-TORRADO, Enrique. Informação, ética e tecnologia. Uma entrevista com o Professor Enrique Muriel-Torrado. [Entrevista concedida em 30 de setembro de 2016]. Revista PerCursos. Florianópolis, v. 17, n.34, p. 134 – 140, maio/ago. 2016. Entrevistadores: Daniella Camara Pizarro, Divino Ignácio Ribeiro Júnior e José Eduardo Santarem Segundo.

DOI: http://dx.doi.org/10.5965/1984724617342016134

Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

O Impacto de um Livro (O Castelo) 

O artista mexicano Jorge Méndez Blake, é o criador desta obra intitulada originalmente “El Castillo” (O Castelo) e conhecida nas redes sociais como “O Impacto de um Livro”.

O livro embaixo do muro
O livro embaixo do muro
Visão do muro, de perto
Visão do muro, de perto
Visão geral do muro
Visão geral do muro

A obra consiste em um muro de tijolos com um livro embaixo, “El Castillo”, de Frank Kafka, em versão espanhola. O livro faz que os tijolos quebrem a sua uniformidade, mostrando poeticamente, segundo a minha própria interpretação, a influência do conhecimento e da literatura sobre o pensamento padronizado, abrindo a possibilidade de quebrá-lo.

 

Para saber mais:

Jorge Méndez Blake, El Castillo. http://www.mendezblake.com/el-castillo/

Esta obra de arte mexicana recuerda en redes el impacto de un libro. http://verne.elpais.com/verne/2016/03/04/mexico/1457053584_656377.html

La investigación y el “factor banderitas”

Mucho se ha hablado del sesgo anglosajón en las grandes bases de datos de información científica, un tema muy tratado sobre el que pocas novedades se pueden aportar. Hoy me gustaría comentar otro sesgo, tal vez derivado de este, al que le he puesto un nombre que debe entenderse con un cierto retintín: el factor banderitas.

Hace un tiempo hablando con un responsable de una revista española, comentaba que en su revista no suelen publicar estudios de casos de una universidad en concreto, así que, pongamos que tengo un estudio de la Universidad de Extremadura muy interesante sobre una materia X: “el jamón (ibérico) en los jóvenes universitarios extremeños”. Algunas revistas importantes en España serán reacias a publicar artículos con este tipo de estudios porque los consideran de poca relevancia internacional. Esto ocurre porque hay revistas que priorizan su objetivo de mejora a nivel mundial publicando artículos más generales, entre los que desafortunadamente este tipo de trabajos no van en consonacia con su filosofía.

Con todo esto surge un problema en el maravilloso mundo de la investigación, conocido desde este mismo intante, porque me lo acabo de inventar, como el factor banderitas.

El investigador y el factor banderitas

Por un lado cuando uno escribe un artículo aprende, que para hacerlo “bien” (asterisco, asterisco) hay que buscar referencias internacionales, queriendo esta última palabra decir “anglosajonas”. El factor banderitas sale a la luz, el propio investigador busca aproximarse a un tipo de referencias que le facilite, permítase la expresión, justificar su trabajo. Para ello nada mejor que estudios anglosajones en los que solemos depositar toda nuestra confianza y colocar, en ocasiones de forma incorrecta, por encima del resto.
Pero esto del investigador sesgado se las trae, porque buscando por ejemplo estudios sobre el interesantísimo tema: universitarios y jamón, resulta que, corríjanme si me equivoco, existe una tendencia a creer que un mismo estudio en la University of Michigan’s People es más importante que otro en condiciones similares de la Universidad del Café en Colombia.
Con ello, esta búsqueda de la referencia internacional a menudo concluye en un autosesgo no siempre justificado en beneficio de la literatura anglosajona.

Las grandes publicaciones y el factor banderitas

Ahora resulta que buscamos las mejores revistas del área, que como suele pasar están en EEUU o Reino Unido. Entre las grandes revistas de estas zonas no parecen tener tantos reparos por publicar artículos locales, que además presentan bajísimas muestras de 40-100 personas sobre el jamón (de York en este caso) y los universitarios.

Y entonces resulta que un español tiene un trabajo sobre el mejor jamón, el ibérico, con una muestra bastante aceptable, 400-500 alumnos, pero no puede publicarlo en una buena revista nacional, pero si ese mismo estudio, con idéntica metodología y una muestra menor fuera de una universidad con banderita, entonces la situación cambiaría.

Conclusión

Por una lado tenemos la autocensura o el sesgo que nos autoimponemos nos lleva a buscar literatura de una cierta procedencia, generalmente de EEUU o la Gran Bretaña. Esto el algo que podemos hacer de forma inconsciente, pero sería aconsejable que nos diéramos cuenta de ello.

Hace no mucho encontré un estudio que no estaba mal precisamente en Colombia, lo deseché. Luego encontré otro en una universidad estadounidense, el estudio era interesante, de una revista excelente en mi área, iba a incluirlo en mi artículo pero cuando me fijé la muestra era ridícula. Tanto que no podía ni tan siquiera ser representativa de la propia universidad. En este punto fui consciente de lo absurdo que es asumir por defecto que unos estudios son mejores que otros simplemente por la banderita, es decir, el país de procedencia, pues hay otras cosas más importantes.

Por otro lado vemos que en estos países las revistas bien posicionadas sí pueden publicar estudios muy locales, de una universidad perdida o con unas muestras que no pasan de ser simbólicas. Y ese trabajo probablemente será alabado, loado, citado, referenciado y puesto de ejemplo en medio mundo. Eso sí tú desde España (o escríbase el país que corresponda) no puedes hacerlo, porque en la revista no tienen forma de obtener la deseada visibilidad internacional. Así que puedes intentar hacer todos los estudios que quieras de una universidad nacional, que algunas de las grandes revistas no te los publicarán.

Ya que es injusto, al menos deberíamos ser conscientes de lo que hacemos.

Información y sexismo

Esta entrada va a ser muy breve, sólo quiero llamar la atención sobre un hecho que, no por ser común en nuestra sociedad, deja de resultar llamativo. La información y el sexismo.Creo que es muy claro que en el mundo laboral, el nivel de exigencia a las mujeres acostumbra a ser superior que el de los hombres, porque no cobran lo mismo en igualdad de condiciones y porque tienen una condición indispensable y obligatoria, estar guapas. Algo que no nos”persigue” a nosotros, pero sí a ellas.

Hoy he hecho una búsqueda en Google Imágenes, tras ver la foto de abajo, ¿sabrías responder a estas preguntas?:

1. ¿Cuál de los dos es juez?

2. ¿Cuál tiene o ha tenido un éxito razonable en su vida laboral?

3. ¿Quién de los dos es modelo?

4. ¿Por qué uno tiene fotos de su cara y otro de cuerpo entero?

5. ¿Exigimo los mismo a los dos?

Juez vs juez

Solución:

Ambos son jueces, el de la izquierda es el juez Garzón, a la derecha Alaya. Ambos tienen o han tenido éxitos en su carrera profesional. Ninguno es modelo, aunque Garzón ha dado más entrevistas con posados que Alaya.

Aunque ambos tienen profesiones similares a uno de los dos, los medios lo destacan por su aspecto físico, ¿crees que es justo?

Las Bibliotecas del Vaticano y Oxford ponen en línea manuscritos antiguos

bibliaAcceder a manuscritos centenarios es ahora un poco más fácil.

La Biblioteca del Vaticano junto con la de Oxford (Bodleian Library) ponen a disposición de los internautas una numerosa colección de valiosos manuscritos de Homero, Platón, Sófocles o algunas de las conocidas como Biblias de Gutemberg, gracias a un ambicioso proyecto de digitalización que abarca manuscritos hebreos, griegos y algunos de los primeros libros impresos.

La colección incluye también ilustraciones una biblia griega ilustrada del siglo XI o una colorida biblia alemana que data del siglo XV.

En la actualidad sólo está disponible una parte del trabajo, pero se irán incorporando más obras con el paso del tiempo. En el listado disponible aquí pueden verse los documentos griegos que se añadirán en el futuro.

El proyecto en colaboración con la Polonsky Foundation continuará el proceso de digitalización de documentos de una de las ibliotecas más importantes del mundo, la del Vaticano, que fundada en 1451 tiene más de 180.000 manuscritos, por encima de 1.5 millones de libros además de dibujos, grabados, etc.

Para acceder a los documentos del proyecto, sólo hay que entrar en la web http://bav.bodleian.ox.ac.uk/

Para saber más:

Vatican, Oxford put ancient manuscripts online http://www.cbc.ca/news/technology/vatican-oxford-put-ancient-manuscripts-online-1.2450370

Imagen: Biblia de Gutemberg de 1455 de  Polonsky Foundation Digitization Project bajo licencia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/