Entrevista à Revista PerCursos sobre informação, ética e tecnologia.

Capa Revista PerCursosNuma entrevista concedida à revista PerCursos (v.17, n.34) em outubro de 2016, falamos, entre outras coisas, sobre a censura, a ética nos algoritmos e a necessidade da competência informacional como ferramenta para viver na nossa sociedade da informação, onde as notícias falsas, preconceitos e os interesses da mídia impregnam as informações que acessamos diariamente. Segue abaixo a entrevista na íntegra.

PerCursos: Atualmente, as tecnologias influenciam substancialmente na forma de acesso e apropriação da informação por parte dos indivíduos. No caso da mídia tradicional, observamos fontes de informação, como a Internet, Televisão e Rádio, as quais, muitas vezes, têm efeito contrário: ao invés de informar, elas “desinformam”. O que é necessário para se faça uma boa escolha das fontes de informação?

Se falarmos de informação científica, existem muitas instituições e profissionais encarregados de pesquisar, gerenciar, compartilhar e publicar este tipo de informação para a área que precisarmos. No âmbito da ciência, a informação passa pelo filtro da comunicação científica, que ajuda a identificar informações erradas, com metodologias incorretas ou incompletas, entre outros, mediante a revisão por pares quando submetemos um artigo a uma revista.

No caso da informação jornalística ou geral, muda um pouco. A influência das grandes mídias na população é maior, e geralmente atrás das grandes companhias existem fortes interesses econômicos privados. Manuel Castells em “O Poder da Comunicação” trata alguns dos problemas da mídia e o poder que exerce sobre a população. Com a internet, mudou a comunicação unidirecional dos jornais ou os noticiários da TV para uma comunicação em que o usuário também participa e interatua com a informação, no que agora se denomina segunda tela.

Por um lado, é uma boa notícia, por outro, sem a formação mínima necessária, as informações acessadas não serão de muita utilidade se a população não tem as competências para diferenciar entre informações objetivas e subjetivas.

Não devemos c que atrás das fontes de informação, científicas ou periodistas, estão os humanos. Não podemos exigir que os cientistas ou jornalistas sejam 100% éticos se a sociedade não é, porque como acontece com os políticos, eles sãos simplesmente um reflexo da sociedade; se a sociedade é corru[p]ta, também veremos corrupção nas informações ou nas fontes em que se encontram.

Neste sentido, ter uma boa competência informacional é fundamental para reduzir, na medida do possível, a chance de sermos manipulados ou enganados.

 

PerCursos: Ao pensar mais especificamente na Internet e na sua amplitude e abrangência, ficamos sujeitos a algum tipo de censura, ocultação ou manipulação de informação quando obtemos resultados de uma determinada busca?

O buscador quase onipresente nas buscas dos usuários no mundo inteiro, Google, oferece resultados conforme os nossos interesses, ou melhor, segundo os interesses que a corporação estadunidense considera que são os interesses dos seus usuários, porque eles fazem um perfil muito completo de cada um de nós. Há uns anos, quando o buscador operava na China, fiz um pequeno teste procurando “Praça Tiannamen” no Google Imagens dos EUA, Espanha, França, Itália e China (e ampliei um tempo depois em: “Las principales formas de censura en internet“. Os resultados dos quatro primeiros países eram parecidos: a icônica imagem de um homem de calças pretas e camisa branca, com uma maleta e uma sacola nas mãos parado frente a um fila de tanques de guerra. A imagem é um ícone mundial da resistência contra o poder. Quando se procurou o mesmo termo na versão chinesa do buscador, apenas apareciam imagens da praça na atualidade, sem aparecer nenhuma imagem relacionada com a forte repressão acontecida nesse lugar. Os resultados estavam “filtrados”.

Hoje, o Google não opera mais na China, mas sua forma de atuar continua sendo a mesma. Por exemplo, Google Maps muda as fronteiras dependendo de onde o acessemos (2, http://www.popsci.com/does-google-create-worlds-borders ). Já existem algumas vozes que consideram que deveria existir um motor de busca público que garanta que os resultados apresentados não apresentam manipulação, ocultação e nenhum tipo de censura. Poderíamos ampliar este raciocínio para a criação de um organismo público internacional para a preservação dos conteúdos na web.

Seja como for, o papel do profissional da informação e da competência informacional deve ser protagonista para orientar os usuários nestas e em outras questões.

Google, oferece resultados conforme os nossos interesses, ou melhor, segundo os interesses que a corporação estadunidense considera que são os interesses dos seus usuários.

 

PerCursos: Com relação às mídias sociais, como Facebook e Youtube, por exemplo, quais os principais problemas observados na questão referente ao compartilhamento de materiais e aos direitos autorais?

O principal problema que existe com os direitos autorais é que as pessoas não conhecem nem, geralmente, tem interesse em conhecê-los. Uma pergunta clássica quando pesquisamos em algum trabalho sobre o assunto é: “O que precisamos fazer para obter os direitos de autor sobre uma obra que criamos?”. Poucas pessoas sabem que os direitos de autor são adquiridos no mesmo momento da criação, não é preciso nenhum requisito formal. Isto é importante, pois se alguém tiver dúvidas se um trabalho de aula, por exemplo, tem direitos de autor, a resposta é sim, e os direitos são do aluno, portanto, em linhas gerais, podemos pensar que todas as fotos que usamos de internet, memes, vídeos, tudo, por efeito, está protegido. Se os usuários e os profissionais da informação se preocupassem um pouco mais com direitos autorais, conseguiríamos mudar uma legislação que não atende às necessidades da sociedade conectada e mais pessoas compartilhariam suas obras com licenças do tipo Creative Commons.

 

PerCursos: Como fica a questão da Lei dos Direitos Autorais: as redes sociais seguem a lei vigente do seu país ou do país onde foi produzida a informação que a rede social compartilhará?

As leis de direitos autorais, embora tenham como base acordos e convênios internacionais, são leis nacionais. Em princípio, cada empresa e cada pessoa deve cumprir a lei do país onde se encontre. No nosso caso, a Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 foi criada meses antes da fundação do buscador de Google. É fácil imaginar que uma lei da era pré-internet não está muito adaptada às necessidades de nossa sociedade da informação.

 

PerCursos: Quais as implicações éticas que envolvem questões como a vigilância tecnológica e o rastreamento de nossas atividades na rede?

A vigilância tecnológica é um termo aplicado principalmente a empresas ou entidades, para conhecer a evolução do mercado, onde investir, quais são as novas pesquisas ou que novos produtos apresentam empresas do mesmo setor, entre outros. Em troca, a privacidade é um direito das pessoas. Do meu ponto de vista, é uma tarefa dos profissionais da informação orientar os usuários a viver on-line, ensinando vantagens e desvantagens de aplicativos, tecnologias e comportamentos na rede, para que as pessoas possam decidir o que fazer com conhecimento. É difícil de compreender as pessoas que afirmam não se importar com o direito à privacidade porque não têm nada a esconder. Como diria Edward Snowden (1), seria como dizer que não se importam com a liberdade de expressão porque não têm nada a dizer. A privacidade é um direito que deve ser respeitado e é importante que os usuários saibam como fazé-lo. (1, https://www.theguardian.com/us-news/video/2015/may/22/edward-snowden-rights-to-privacy-video)

 

PerCursos: A internet atual tem convergido para Internet das Coisas e Web Semântica. Este novo paradigma tem que impacto nas pesquisas que virão em CI e na vida das pessoas?

A Internet das Coisas será a próxima revolução segundo os especialistas, e terá um melhor impacto na nossas vidas se conseguirmos antes debater algumas questões éticas atrás da hiperconexão de objetos que interagem entre eles e conosco. O avanço é indubitável, mais devemos estabelecer com clareza como se resolverão os dilemas que terão os dispositivos quando pensarem por eles mesmos (coisa que já fazem). Um exemplo é o carro autônomo, sem motorista. Devemos pensar como desejamos que ele escolha frente a um acidente: ir para a esquerda e atropelar várias pessoas ou para direita e arriscar a vida do motorista? Por outro lado, temos que continuar pensando na importância da privacidade e na segurança. Aqueles com aplicativos no telefone ou relógios inteligentes que registram todo o exercício feito durante o dia, imagino que não concordariam se a companhia que compila toda a informação compartilhasse seus dados com as seguradoras médicos, que poderiam rejeitá-lo se fizesse mais exercícios ou menos do que eles consideram o padrão, ou com bancos, que poderiam calcular o risco de dar um empréstimo.

A ciência e a tecnologia oferecem avanços maravilhosos que melhoram nossas vidas, e devemos tentar garantir que seja assim e não nos convertermos em simples produtos que geram dados para que outras empresas se aproveitem, e sem ter nosso consentimento informado.

 

PerCursos: Um dos aspectos da cultura digital é a emergência do e-book. Quais os conflitos atuais no que se refere ao direito dos autores? São os mesmos direitos de um livro em papel? Por exemplo, o e-book pode ser emprestado pelas bibliotecas?

Do meu ponto de vista, é um assunto muito relevante para os profissionais da informação. Quando compramos um livro em papel, adquirimos uma série de direitos. Podemos emprestá-lo, lê-lo as vezes que quisermos e onde quisermos, assim como vendê-lo, é uma propriedade material. Entretanto, quando compramos um e-book não compramos um arquivo epub ou pdf, compramos uma licença. As licenças são um tipo de contrato que oferecem acesso a uma obra e apontam o que podemos fazer com ela. Por exemplo, geralmente as licenças proíbem a venda ou empréstimo de nosso livro legalmente adquirido a terceiros. Se comprarmos o clássico 1984, de George Orwell em papel, podemos emprestá-lo a várias pessoas, e um dia, se quisermos, vendê-lo. Com o mesmo livro adquirido em formato digital, não. Além disso, as licenças podem limitar desde onde acessamos a uma obra, como acontece com as grandes bases de dados do portal CAPES: precisamos estar dentro do campus da universidade (ou acessar mediante VPN) para ter acesso às bases de dados; se estivermos fora ou não tivermos configurado corretamente o VPN, então não podemos acessar.

…quando compramos um e-book não compramos um arquivo epub ou pdf, compramos uma licença.

 

PerCursos: Comente sobre a emergência de movimentos como Copyleft ou Creative Commons em contraposição ao Copyright.

O movimento Copyleft não é contrário aos direitos autorais, ou pelo menos não todo o movimento (não devemos esquecer que onde existe poder, existe um contra poder). Embora seja um trocadilho, copyleft: cópia esquerda, como o contrário de copyright: cópia direita, está baseado nos direitos autorais; tanto é assim que melhoram os direitos de autor, para que os criadores e usuários tenham controle sobre nossas obras e possamos criar, utilizar e compartilhá-las segundo as condições que decidamos. Neste ponto, poderíamos falar sobre as licenças GNU em computação, fundamentais no software livre, e no âmbito da educação, das licenças Creative Commons, que apresentam seis licenças das quais duas são consideradas como livres e poderiam se encaixar dentro do conceito de copyleft (CC by e CC by-sa).

O Acesso Aberto é um movimento fundamental para o avanço da Ciência que fomenta o acesso e compartilhamento de informação científica. Este movimento se baseia nas licenças Creative Commons e, sem elas, seria muito difícil que pudesse existir.

A meu ver, os professores e alunos deveriam compartilhar suas obras sempre com uma licença Creative Commons. Para isso, simplesmente temos que entrar no site do projeto (https://creativecommons.org/choose/?lang=pt ), escolher a licença que quisermos, e escrever na nossa obra qual é a licença CC utilizada e um link para que se alguém não souber, possa se aprofundar mais no que permite ou não a licença. É uma forma simples e de graça de liberar e fomentar a educação para fazer do mundo um lugar um pouco melhor.

 

Para citar esta entrevista (recomendo ir à fonte original):

MURIEL-TORRADO, Enrique. Informação, ética e tecnologia. Uma entrevista com o Professor Enrique Muriel-Torrado. [Entrevista concedida em 30 de setembro de 2016]. Revista PerCursos. Florianópolis, v. 17, n.34, p. 134 – 140, maio/ago. 2016. Entrevistadores: Daniella Camara Pizarro, Divino Ignácio Ribeiro Júnior e José Eduardo Santarem Segundo.

DOI: http://dx.doi.org/10.5965/1984724617342016134

Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

É possível exibir um filme na sala de aula?

Na disciplina (CIN7202) Sociedade da Informação da Graduação em Ciência da Informação da UFSC, assistimos a um filme, um documentário sobre a vida de Aaron Swarz, sobre o qual já falamos no blog e que você pode assistir aqui.

Aaron Swartz
Aaron Swartz. Foto: Wikipédia, CC by-sa 2.0

Durante o documentário os alunos tinham que anotar coisas que não soubessem, pesquisar um pouco mais sobre algumas das pessoas que apareciam, em resumo, aprofundar um pouco mais para conhecer o contexto e a justificativa para compreender os motivos da atuação de Aaron Swartz, e conhecer um pouco melhor a Sociedade de Informação e o ativismo.

Ao finalizar o filme, além das questões que tinham que procurar, perguntei: é permitido o que fizemos hoje aqui? é legal no Brasil exibir um filme como esse que assistimos hoje na aula?

A turma, depois de pesquisar o que dizia a legislação, decidiu perguntar a alguém que soubesse sobre a máteria e enviaram um e-mail a MPLC Brasil (Motion Picture Licensing Corporation), que se apresentam no seu site como “parte de uma rede de empresas de licenciamento de exibições de obras cinematográficas que atua na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul e está associada à MPLC – International”. Uma das alunas, Bárbara Balbis, foi a responsável de contatar com a companhia, perguntando se era possível a reprodução de filmes em sala de aula.

Segue a resposta da companhia:

Olá Bárbara, bom dia.
[…]
Somos uma rede internacional existente em mais de 20 países que outorga autorizações de locais para direitos audiovisuais há 25 anos e representamos mais de 400 distribuidores. Estamos no Brasil desde 2005 e mais de 800 lugares já possuem a Certificação de Locais para a exibição de obras audiovisuais.

Queremos ajudá-los a organizar este tipo de atividade para o seu projeto. É uma atividade fácil e agradável! Possuímos 2 tipos de autorização: a Guarda-Chuva (local específico) e a Evento Público (vários locais ou local específico).

A autorização Guarda-Chuva MPLC Brasil “Cine Cultural” é válida por um ano e outorga um lugar específico (uma sala ou um auditório), dando direito a exibições de filmes autorizados pelos nossos distribuidores associados (Warner, Sony, Disney, Fox, Paramount, Universal, UIP, entre outros)*, sem cobrança de entrada. Sendo assim, não é necessária uma autorização que inclua a exibição de cada título. Para exibir, basta que o filme tenha pelo menos 3 meses de lançamento no mercado de vídeo doméstico. A autorização Guarda-Chuva da MPLC Brasil tem um baixo custo. É importante lembrar que adquirindo a autorização estará cumprindo o artigo 29 da Lei 9.610/1998, que diz ser necessária a obtenção de autorização prévia do detentor dos direitos do filme.
No caso da autorização Evento Público, é necessária a prévia consulta ao distribuidor de cada título e o valor é calculado de acordo com a quantidade de público esperado para cada exibição.

Respondendo a sua pergunta se é permitido por lei a exibição de filmes (nacionais ou internacionais) em sala de aula, toda exibição fora de casa ( conceito Home Entertainment) necessita de autorização dos detentores dos direitos para ocorrer. Nesse sentido, qualquer exibição complementar através de fonte exibidora como, DVD, BD, Streanming, VOD ( Net Now, SKY, Netflix), download legal e cópias digitais necessita de autorização e recolhimento dos direitos.

Ao adquirir uma obra nesses formatos, o detentor somente permite a exibição sem recolhimento de direitos ocorram dentro de uma residência, com o intuito de entreter os moradores e as exibições públicas, fora de casa, necessitam de uma autorização.

As condições para este tipo de autorização são:

– O serviço de exibições deverá ser inteiramente gratuito, não podendo ser cobrado pela entrada (ticket) ou acesso aos filmes/ sessões.
– A obra escolhida deverá pertencer a um distribuidor associado a MPLC (lista anexada).
– Nossas autorizações são destinadas ao uso de obras audiovisuais em DVD, Blu-ray, cópia digital original que foram comercializados para o mercado de vídeo doméstico (Home Entertainment) e VHS.
– Todos os títulos (filmes, shows, etc) deverão aguardar 3 meses após o seu lançamento comercial de compra ou locação para então serem exibidos publicamente.
– Se título for uma produção nacional, então sua disponibilidade deverá ser consultado a MPLC com antecedência.
– Obras Nacionais da SONY / COLUMBIA estão temporáriamente suspensas.

[…]

Segundo eles “toda exibição fora de casa ( conceito Home Entertainment) necessita de autorização dos detentores dos direitos para ocorrer“. Além disso é preciso cumprir uma série de condições: não ter fins comerciais, que sejam obras do catálogo que eles representam, etc.

O e-mail continua oferecendo dados sobre o procedimento de aquisição e solicitando os dados precisos para o cadastro e a lista de distribuidores associados, finalizando com uma educada despedida do comercial.

A resposta parece seguir a tendência atual da indústria cultural e do entretenimento, que para reproduzir um filme completo em sala de aula, temos que pagar independentemente dos fins educacionais. As associações arrecadadoras de direitos autorais do setor audiovisual, oferecem licenças individuais e guarda-chuvas para que os interessados em exibir filmes possam conseguir sua licença, logicamente, pagando.

Na verdade, a pergunta tinha truque. Assistimos a esse filme por ter uma licencia Creative Commons (Public Domain 1.0). Isto é, um filme que legalmente podemos fazer download, copiar, compartilhar ou assistir na aula sem problemas.

A legislação brasileira (lei 9.610) não ajuda muito aos professores, pois lendo as limitações e exceções (Capítulo IV, Das Limitações aos Direitos Autorais) é complexo saber se podemos passar um filme na aula ou não.

Da mesma forma que o movimento de Acesso Aberto luta pela liberação da informação científica e se serve das licenças Creative Commons, devemos lembrar que qualquer obra pode ser licenciada, como uma música ou também um filme. Este tipo de obras não oferecem tantos problemas como as que tem copyright, pois não vai ter problemas por exibir na sala de aula.

Compreendem agora a importância de licenciar nossas obras com licenças Creative Commons?

El problema de los Ebooks y las licencias de acceso

Los libros electrónicos o digitales (ebooks), como veíamos en “Libro electrónico (ebook), préstamo en bibliotecas y copyright“, conllevan una serie de problemas a diferencia del libro en papel.

Si bien no es nuestro objetivo desprestigiar el ebook, que tiene sin lugar a dudas muchos beneficios, como su coste, facilidad de transporte, posibilidad de ser usados multiplataforma, etc., también es cierto que presentan conflictos debido a los derechos de autor.

Recientemente la compañía Nook ha decidido salir del mercado de Reino Unido y ha publicado en su web (http://www.nook.com/gb/notice) este comunicado, donde destacamos la parte clave:

Dear Reader,

We have an important change to the NOOK service to announce.

Effective from March 15, 2016, NOOK will no longer sell digital content in the United Kingdom. The NOOK Store on NOOK devices sold in the UK, on the UK NOOK Reading App for Android, and at nook.com/gb will cease operation.

To meet your digital reading needs going forward, NOOK has partnered with award-winning Sainsbury’s Entertainment on Demand to ensure that you have continued access to the vast majority of your purchased NOOK Books at no new cost to you. Further instructions on how to transfer your NOOK Books to a new or existing Sainsbury’s Entertainment on Demand account will be sent to you by email over the coming weeks. Please ensure that you look out for these emails as they will contain important information on what to do next.

Your action is required. Visit our FAQs page.

We thank you for your patronage and are working closely with Sainsbury’s to make this transition as smooth as possible.

Sincerely,

The NOOK Team

Es decir, han llegado a un acuerdo con otra compañía para asegurarse que podamos continuar teniendo acceso a la mayoría de los libros que legalmente compramos (que no significa que sean todos). Con la delicadeza de no imponer un coste adicional para seguir disfrutando de nuestros libros, porque podría suceder que tuviésemos que volver a pagar por ello.

Cuando compramos un e-book, no compramos un archivo o una obra, sino una licencia, un permiso para acceder a esa obra con una serie de condiciones.  Por tanto, no tenemos los mismos derechos sobre un libro en papel, que podríamos vender o compartir con otras personas, que sobre un libro electrónico. Generalmente la licencia de acceso que adquirimos y su correspondiente DRM (sistema de protección) no permitirá llevar a cabo ninguna de esas acciones.

Recuerda:

No, tu ebook, no es tuyo.

Y a ti, ¿te ha sucedido algunas vez algo parecido?

Para saber más:

No more Nookie for Blighty as Barnes & Noble pulls out. http://www.theregister.co.uk/2016/03/04/barnes_and_noble_pulls_out_of_blighty/

“No leas el Diario de Ana Frank”, cosas del Copyright

En el blog  Tramullas.com leía esta historia sobre uno de los muchos problemas con los derechos de autor:

No leas el Diario de Ana Frank: otro injustificado abuso del copyright

Desde mi punto de vista no diría: “No leas el Diario…”, sino “No compres el Diario..”, puedes tomarlo prestado de una biblioteca o comprarlo de segunda mano. 😉

Y para aquellos que no lo sabían, así funciona el mundo del copyright.

 

¿Tiene copyright la Wikipedia?

Hablando por Twitter comentaba que la Wikipedia no tiene copyright. Pero ¿es eso cierto? ¿Significa entonces que es una obra de dominio público?

Voy a tratar de simplificar un poco para hacer una entrada breve, pero comencemos por el principio.

La Wikipedia es una obra que tiene una licencia Creative Commons (CC), en concreto: Atribución – CompartirIgual 3.0 Unported.

Las licencias CC están basadas en la existencia de la legislación sobre propiedad intelectual, que para acortar y aunque no es exactamente lo mismo, denominaremos a partir de ahora copyright. Es decir, CC funciona sobre la base de la existencia del copyright tradicional.

Uy, ¿copyright “tradicional”? ¿Es que existen varios tipos?

No. En la literatura sobre la materia en ocasiones se habla de “tradicional” para hacer referencia al copyright tal y como siempre lo hemos conocido, es decir ese: “todos los derechos reservados”.

Cuando escribimos un libro con copyright, no decidimos qué derechos cedemos y cuáles nos reservamos, por defecto son todos reservados.

¿Y que pasa con las licencias CC?

Podemos simplificar afirmando que son un tipo de contrato que nos permiten, como autores, decidir qué derechos cedemos y cuáles nos reservamos, es decir flexibiliza el “tradicional” copyright dejando algunos de los derechos más importantes en manos del autor, por ejemplo podemos permitir la reproducción restringiendo los usos para fines comerciales.

Podríamos ver las licencias CC desde un punto de vista conceptual como una capa que se añade sobre el copyright. Una capa que varía sus propiedades, dotándolo de asombrosos superpoderes ;)

Entonces, ¿la Wikipedia tiene copyright?

Desde mi punto de vista no se puede decir que la Wikipedia tenga copyright por el mero hecho de tener una licencia CC. Lo que debemos de decir es que tiene una licencia CC.

De la misma forma sería absurdo afirmar que los proyectos copyleft “tienen copyright” porque estén basados en él (en este caso, para oponerse en algunos de sus aspectos fundamentales).

Un ejemplo

Ya hemos visto que la Wikipedia tiene una licencia de atribución y compartir igual. Por su parte el diario en línea ElPais.com está bajo copyright.

Imaginemos que tengo una panadería y quiero regalar mañana una copia de la Wikipedia impresa con la barra de pan, ¿podría hacerlo?

Técnicamente tendrás algunos problemillas para encontrar tal cantidad de papel e imprimirlo, ecológicamente parece que estás creando un desastre medioambiental, pero la licencia sí lo permite.

¿Y si quiero regalar una copia de ElPais.com?

Me temo que no. Aunque ambas operen sobre las mismas leyes de propiedad intelectual no significan que sean lo mismo. De ahí la afirmación de que la Wikipedia no tiene copyright y además creo importante remarcarlo, lo que tiene es diferente, es una licencia CC que te permite llevar a cabo una serie de acciones como reproducir una obra, compartirla, etc., sin necesidad de solicitar permisos.

¿Pero entonces la Wikipedia está o no está dentro del dominio público? ¿Puedo hacer con ella lo que me da la gana?

No, no todo es blanco o negro. No consiste en “si no tiene copyright entonces es de dominio público”, existen colores intermedios. La enciclopedia posee una licencia con “algunos derechos reservados” que prevalece sobre el “todos los derechos reservados”.
Y no, tampoco podemos hacer todo lo que nos de la gana, por ejemplo no la podemos plagiar. Para usarla hay que respetar la licencia, es decir, mencionar la fuente y compartir la información con una licencia similar o equivalente, nada más.

Si quisiéramos usar de la misma forma una obra con copyright, deberíamos comenzar por contactar con los responsables de los derechos de autor y a partir de ahí, tratar de negociar cuánto vamos a pagar, dónde la vamos a reproducir, fines y un largo etcétera.

 

Estos son algunos de los motivos por los que pienso que es importante diferenciar entre obras con copyright y obras con CC, pues estas licencias son una herramienta excepcional para la literatura científica y la educación. Ya sabemos que por Twitter no es fácil argumentar porque no tenemos espacio suficiente, pero en el blog al menos podemos intentarlo.

Como siempre son bienvenidos los comentarios, críticas, sugerencias…

Libro electrónico (ebook), préstamo en bibliotecas y copyright

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Hace unos días me preguntaba Santiago Martín en Twitter mi opinión sobre la campaña de EBLIDA para promover el libro electrónico en el préstamo bibliotecario:

@enriquemuriel ¿Conoces la campaña de EBLIDA por el derecho a leer libros electrónicos? Me gustaría saber tu opinión. http://t.co/OjRtwuJ9p2

— Santiago Martín (@_stmartin) abril 29, 2014

La campaña EBLIDA a favor del ebook en la biblioteca

Lo cierto es que no había leído mucho sobre el asunto, así que decidí echar un vistazo a la web de EBLIDA (European Bureau of Library, Information and Documentation Associations), donde también podemos deducir por los carteles en español que FESABID apoya la iniciativa. En su apartado “What we want” listan sus 4 objetivos principales. La mayoría estos puntos parecen razonables: tener la posibilidad de que las bibliotecas puedan disponer de los últimos libros electrónicos igual que ocurre con los de papel o poder comprar los ebook a un precio aceptable y no la estafa generalizada que existe en la actualidad, son reclamaciones loables. De la misma manera el último punto, el “acceso de todos los ciudadanos a los libros digitales“, es tan aceptable como los primeros.

Ahora bien, la tercera de sus peticiones la he separado del resto, ya que es un punto con el que no estoy de acuerdo y que considero contrario a la filosofía de las bibliotecas. Dice:

We want Authors to receive fair remuneration for the lending of e-books to the public. Currently authors receive no remuneration for the loan of e-books by libraries in most Member-States.

Proclaman un remuneración a los autores por el préstamos electrónico, entiendo que al margen del pago a los autores cuando se adquiere la obra. Y me pregunto ¿por qué un autor debe recibir también una compensación porque un libro se preste en una biblioteca? Si mal no recuerdo las bibliotecas son eran las democratizadoras del acceso a la información, cuyo fin cultural en beneficio de sus ciudadanos, blablablá… (búsquese literatura al respecto). Para llevar a cabo la gestión, difusión y conservación de las obras las bibliotecas necesitan infraestructuras, materiales y por supuesto, profesionales de la información. Todo esto lo pagamos entre todos, porque siempre se ha concebido a las bibliotecas como un oasis cultural, un lugar donde independientemente del poder adquisitivo, raza, lengua, religión… todos tenemos acceso a los libros y a la cultura.

Las bibliotecas conservan ejemplares que las editoriales desechan una vez pasada la fiebre de un autor, gestionan colecciones que ya no son rentables, invierten esfuerzos (tiempo y recursos) en que las obras no desaparezcan para que todos podamos tener un poco más cerca a autores clásicos y contemporáneos que conforman la cultura de nuestra sociedad en el pasado y en el presente. Es decir, estos centros pagan con sus esfuerzos la correspondiente tarifa “moral” a los creadores, pues gracias a las bibliotecas mucha más gente tiene acceso a sus obras, manteniendo permanentemente abierto un catálogo que las editoriales no están interesadas en costear. De nada, autores.

Por otro lado mucho se ha escrito sobre si este hecho resta beneficios a los autores, aunque para qué engañarnos, de incidir negativamente sobre unos beneficios, serían sobre el de las editoriales, que son las grandes beneficiadas en estas cuestiones.

Algunos pensamos que estar en la biblioteca es un privilegio y como tal, no se debe pagar al autor por conservar sus obras, algo que podríamos enlazar con la plataformas contra el préstamo de pago http://noalprestamodepago.org/descarga-de-archivos/.

La paradoja del libro electrónico

Ahora bien, me gustaría que nos paráramos a reflexionar sólo un momento sobre el absurdo (desde el punto de vista técnico) del préstamo electrónico.

La gran ventaja del medio digital es la copia perfecta. Podemos reproducir un bien cultural sin perder calidad, un simple control+c / control+v nos permite duplicar una canción, una película, un libro. Es un sueño hecho realidad, ¿o no?

El problema del medio digital (para las editoriales) es precisamente este, la copia perfecta. La facilidad para duplicar archivos idénticos al original provoca que las editoriales se nieguen al préstamo de libros electrónicos. Y es que préstamo y electrónico son dos conceptos opuestos, por lo que pudiendo beneficiarnos de una copia exacta se incluyen mecanismos artificiales para evitar esta perfección. Extraño ¿no?

Este es el motivo por el que las pocas iniciativas de préstamos se vean sometidas principalmente a: 1)El DRM, un tipo de software diseñado para desactivar la obra (permítanme la expresión), limitándola en varios sentidos: el soporte sobre el que puede ejecutarse, un tiempo determinado, etc. O también 2)El préstamo ligado al soporte, es decir, el préstamo de un ebook unido al dispositivo físico, un lector de ebooks como el Kindle por ejemplo. No muy lógico cuando la ventaja del libro electrónico es la independencia del soporte.

Conclusión

Esta es una tarea complicada. Existen varias propuestas del estilo de “Spotify para libros” que parecen apuntar a un modelo de negocio con posibilidades de dar frutos. No dispongo de los argumentos necesarios para valorarlo, pero sin duda, nuevas ideas y proyectos son bienvenidos.

Me parece muy loable el intento de EBLIDA por favorecer el préstamo electrónico, pero no estoy de acuerdo con que se deba re-remunerar al autor, pues ya se hace cuando se adquiere la obra. Como afirman en “The Right to E‐read Statement An E‐book policy for libraries in Europe“, es cierto que esta ausencia de ebooks en la biblioteca podría llevarnos a la situación de que los editores tengan de forma indirecta” …la capacidad de decidir sobre los contenidos digitales en las bibliotecas”, con lo que la bibliotecas no pueden continuar garantizando “el libre acceso a los contenidos, la información y la cultura de todos los ciudadanos europeos”, pero ¿a qué precio evitamos esta situación?

Entiendo la postura de EBLIDA, pero desde mi punto de vista ceder a la presión de la industria pasando por caja, no creo que sea la mejor forma de solucionar el problema, ni por el bien de los bibliotecarios ni por el de los usuarios. El autor recibe su compensación en el momento de adquisión de la obra y afortundamente para los creadores, no deben hacerse cargo de los costosos gastos de las bibliotecas que protegerán sus obras cuando las editoriales las desechen. Como decía antes, de nada.

Para saber más:

Por qué los libros electrónicos no se prestan en las bibliotecas. http://www.eldiario.es/turing/prestamo-ebooks_0_252675370.html

EBLIDA The right to e-read. http://www.eblida.org/e-read/home-campaign/

Biblioteca de Música Clásica libre y gratuita

musopen

Si te gusta la música clásica, tienes que emplear alguna obra para tus creaciones (vídeo, música…), necesitas un buen hilo musical para tus clientes o simplemente eres amante de este tipo de música, seguro que esta web te interesa.

Musopen es una biblioteca en línea de la fundación sin ánimo de lucro que lleva el mismo nombre, encargada de proporcionar recursos y material educativo sobre música clásica, grabaciones, partituras y libros de texto de manera libre, y muy importante, sin restricciones de copyright.

En la web podemos escuchar a nuestro autor favorito en streaming (en línea) o utilizar la radio donde se reproduce una gran variedad de obras musicales. La web presenta obras que van desde Mozart, Enrique Granados, Haydn, Beethoven y una larga lista de prestigiosos  compositores permitiendo elegir también por instrumento, períodos o tipos de obra.

Por otro lado, para los usuarios más avanzados tienen la opción de registro, que nos permitirá descargar 5 canciones al día, con la opción de convertirnos en usuarios premium al estilo Spotify.

Esta fundación aloja música libre de derechos, obras que pertenecen al dominio público y cuyos derechos patrimoniales (los económicos) ya han caducado.

¿Conoces más páginas como esta?

Para saber más:

Musopen / about: https://musopen.org/about/

Bing implementa el filtrado de imágenes por licencia Creative Commons

El buscador Bing  en su versión estadounidense añade una nueva e interesante funcionalidad a las búsquedas de imágenes: el filtro de resultados por licencia Creative Commons.

Bing_CC_cortada

 

Originariamente pensado para profesores, blogueros o alumnos, esta nueva funcionalidad permite elegir entre:

  • Public domain (Dominio Público): Simplificando, el creador de la imagen ha cedido todos los derechos y puedes usarla sin restricciones.
  • Free to share and use (Libre de usar y compartir): Puedes usarla y compartirla pero sin realizar cambios o editarla. Tampoco permite usos comerciales. Suele ser la opción con más resultados.
  • Free to share and use commercially (Libre de usar y compartir incluso con fines comerciales): Puedes compartirlas y usarlas para fines personales o comerciales. La edición no está permitida.
  • Free to modify, share, and use (Libre de modificar, compartir o usar): Se pueden modificar, compartir y usar, pero no para fines comerciales.
  • Free to modify, share, and use commercially: Puedes hacer casi todo lo que quieras, modificar, compartir y usar para cualquier fin, personal o comercial.

Aunque el buscador muestre las imágenes filtradas se recomienda igualmente comprobar con detalle los términos de la licencia antes de utilizar la obra, para evitar problemas.

Por último, recordar que todas las licencias CC obligan a identificar al autor de la obra (siempre que sea posible), ya que incluyen las cláusula “by:”.

Fuente:

Searching Images by Usage Rights. http://www.bing.com/blogs/site_blogs/b/search/archive/2013/07/01/filter.aspx

Filter images by license type. http://onlinehelp.microsoft.com/en-us/bing/dn261810.aspx

Las editoriales y productoras, ¿un problema para los derechos de autor?

Leo en el excelente blog sobre copyleft Manzana Mecánica una entrada sobre “La industria del copyright: menos cultura para nosotros, más ganancias para ellos

Trata sobre uno de los problemas que se está afianzando en los últimos años sobre la tal vez mal llamada “industria cultural”, en lugar de industria del entretenimiento.

Esta industria formada por los intermediarios entre el creador de una obra y el consumidor (si es que queremos rebajar a consumidor al lector de libros o a aquellos que vemos películas), aún mantiene el control de las puertas de acceso que unen a los autores con su público. La forma de regular y gestionar esta relación a menudo plantean serias dudas, tanto desde un punto de vista ético, pues no pasan los mejores como en primera instancia podríamos pensar, ni tampoco priman los necesarios valores que debería defender la cultura, lo que en realidad importa son los beneficios por encima de todo, por encima de todos.

Como el vídeo es muy claro y la noticia original merece ser leída, aquí vamos:

Si bien puede considererse un punto de vista algo extremista, es cierto que el cambio que promueve internet, potenciando una relación más directa entre el creador y sus seguidores acorta las distancias y se salta el papel del intermediario, con todos los beneficios y perjuicios que esto puede causar.

¿Puedo utilizar una foto de internet en mi blog?

fotos

Navegando por internet seguramente te has encontrado con una foto que te gustaba para incluir en tu blog o en tu página web. La tecnología facilita enormemente el copia/pega (o en este caso el “guardar como…”), pero si hablamos de usar fotos conforme a la legislación,  son un tipo de obra que pueden complicar mucho la tarea de averiguar quién es el autor o cual es su procedencia para poder utilizarlas.

De entrada la respuesta a la pregunta “¿Puedo utilizar una foto de internet en mi blog?” es sencilla, no.

Y es que deberíamos tener presente que todo lo que está en internet, salvo que se indique lo contrario, está protegido por derechos de autor por tanto no podemos emplearlo de cualquier manera nos guste o no.

Además para utilizar adecuadamente una foto deberemos comprobar la licencia, las más extendidas son las Creative Commons (CC), se emplean en multitud de sitios como Flickr (mi espacio donde puedes usar las fotos sin fines comerciales: http://www.flickr.com/photos/emuriel/).

Estas licencias nos permitirán saber si podemos utilizarla en nuestro sitio o no de forma sencilla. En otra entrada del blog veremos con más detalle en qué consisten estas licencias, pero si quieres puedes echar un vistazo a la versión española de CC: http://es.creativecommons.org/blog/licencias/

Ahora bien, encontramos una foto y no tenemos ni idea de quién es el autor o de dónde procede. Una posibilidad que no todo el mundo conoce es utilizar el buscador TinyEye, donde puedes subir una foto o introducir la URL.

Lo que hace TinyEye es comparar la foto que quieras con todas las que indexa en su base de datos y de esta manera, si tienes suerte e investigas un poco, tal vez puedas encontrar de dónde procede o quién es su autor. Este buscador además tiene plugins para Firefox, Chrome, Safari, Internet Explorer y Opera.

Por otro lado se pueden realizar búsquedas en Google Imágenes arrastrando el archivo de la foto a la caja de búsqueda.

De cualquier forma ambos buscadores no son excluyentes, si no encuentras resultados en uno, puedes probar el otro.

¿Qué te parece que no se pueda utilizar todo lo que encuentras por internet?