Nuestro mundo es mejor hoy que en el pasado

Hoy vivimos mejor que unas décadas atrás. Con el pasar del tiempo perdemos la perspectiva de cómo éramos, idealizando el pasado y percibiendo con más intensidad las cosas negativas del presente sin prestar atención a los logros alcanzados.

Con esta entrada no quiero sugerir que debemos dejar de trabajar para mejorar nuestro presente y futuro, sólo pretendo colocar en perspectiva nuestro mundo de hoy.

Los indicadores que presento a continuación son datos objetivos suministrados por los propios países u organismos internacionales.

Los gráficos se centran en Brasil y España no para realizar una comparación, que no es el objetivo de este post, la idea es simplemente ilustrar lo que sucede en cada uno de los dos países por separado.

Salud

Esperanza de vida
Número de recién nacidos fallecidos
Número de madres fallecidas durante la gestación o el parto
Muertes por ECV (Enfermedad Cerebrovascular), Cáncer, Diabetes o ERC (Enfermedad Renal Crónica) entre 30 y 70 años (%)

Pobreza, desarrollo, infraestructuras y tecnología

Tasa de pobreza mundial Índice de desarrollo humano Personas usando servicios de saneamiento seguros
Acceso a la red eléctrica
Transporte aéreo por salidas a todo el mundo
Líneas de telefonía móvil
Usuarios de internet

Educación y cultura

Gasto en educación comparado con el PIB (Producto Interior Bruto)
Libros nuevos publicados al año por cada millón de habitantes

Sin lugar a dudas los resultados de estos indicadores no son perfectos, hay mucho camino por andar, pero para recuperar un poco de fuerzas y continuar caminando no hay nada como sentir la pequeña alegría de que algunas cosas están cambiando para mejor.

Y no te olvides que estos indicadores de salud, desarrollo, infraestructuras, tecnología y cultura no han mejora por arte de magia, la ciencia está detrás de la mejora de las condiciones de vida del ser humano, sin ciencia no hay medicina, saneamiento básico ni electricidad, sin ciencia no tendríamos ni las estadísticas aquí presentes ni estarías leyendo este post en tu dispositivo, conectado con un servidor, probablemente a miles de kilómetros o en otro continente.

Si queremos continuar mejorando, necesitamos invertir más en ciencia .

Como contrapunto a estos datos, un interesante artículo de Jason Hickel titulado “A letter to Steven Pinker (and Bill Gates, for that matter) about global poverty” https://www.jasonhickel.org/blog/2019/2/3/pinker-and-global-poverty donde se rechaza el punto de vista de la mejora en la pobreza mundial.

Twitteros da Ciência da Informação no Brasil

Há tempo que tinha vontade de fazer uma listagem dos usuários de Twitter que trabalham com Ciência da Informação no Brasil (tanto brasileiros quanto estrangeiros que trabalham por aqui). Nos ENANCIB sempre proponho um encontro pra nos ver frente a frente e conversar um pouco, mas fica reduzido a um pequeno grupo que consigue ir.

Além disso, no meu caso utilizo Twitter pra compartilhar todo tipo de notícias sobre CI em inglês, espanhol e português além de usar um hashtag #SociedadeInfo para as aulas de Sociedade da Informação mas também aberto pra quem quiser contribuir.

Como a nossa comunidade no parece ter muita representação no Twitter e este pode ser um bom momento pra reforzar nosso relacionamento e compartilhar as pesquisas dos colegas ou notícias interessantes, entre outros.

Pra isso estou fazendo uma listagem (em permanente atualização). Os critérios de inclusão são os seguintes:

  • Que sejam individuos e não entidades ou organizações.
  • Que falem sobre nosso objeto de estudo e áreas correlatas: informação, arquivos, bibliotecas, etc.
  • Que não façam (muita) publicidade de um determinado serviço ou produto .
  • Que não tenham seu usuário com cadeado (se entende que é uma conta “privada”)
  • Que usem Twitter! alguns usuários só escrevem um tweet cada 2 meses.
  • Que seus tweets não sejam um link a outra mídia social.

Por que? Bom, vc não esta cansado de ver só coisas de políticas no Twitter? ou de um esporte que vc não se interessa? não está cansado de ver só coisas negativas? Então, vamos tentar compartilhar um pouco mais coisas que temos em comum, valorizar o feito pelos colegas e compartilhar o que fazemos na nossa área, uma área com fins sociais.

Se vc quer seguir as últimas atualizações da CI brasileira no Twitter, pode usar essa lista: https://twitter.com/enriquemuriel/lists/ci-ncia-da-informa-o e se acha que falta alguém que está dentro dos critérios, me envie uma mensagem no twitter @enriquemuriel e tentamos adicionar na lista.

Os usuários presentes no início da lista (Março 2019) são:

Estante de Bibliotecária @EstanteBiblio
 Biblioteconomia e áreas afins.  Leituras . Izabel Lima .  Mestranda em #Biblioteconomia(UFCA) 
Andre L Appel @AndreLAppel
PhD candidate at IBICT/UFRJ, Brazil
milton shintaku @miltonshintaku
Diego Abadan @DiegoAbadan
Ricardo M Pimenta @RicardoMPimenta
Researcher at Brazilian Institute of Information for Science and Technology #IBICT Professor at Information Science Graduate Program IBICT/UFRJ
Sarita Albagli @saritaal
Iara VPS @iaravps
iara, pronounced yara (she/her/ela). Phd student. Português, English & un poquito de español. I claim no rights other than attribution. #altmetrics#OpenCon
Ronaldo F. Araújo @ronaldfar
LIS Professor. Open Science, Sci Comm, Cybermetrics, Altmetrics, Research evaluation & Digital democracy, Digital Sci Mkt. Head at Lab-iMetrics (UFAL)
DeaDoyle @hibridaart
Information Science PhD student, interested in critical information literacy and artificial intelligence. Mother, (to-be-ex)smoker & home cook. Posts pt/en/fr
juliana Fachin @julifachin
Graduada em Biblioteconomia, Mestre e Doutoranda em Ciência da Informação/UFSC. Atua: Publicação científica, Fontes de informação, GED, Acesso à informação.
Lúcia da Silveira @luciadasilveira
Apaixonada pela natureza, amigos, família, um bom café e claro pela ciência aberta!
Priscila Sena @Pri_MBS
Doutoranda e Mestre em Ciência da Informação pela UFSC/FLO. Bibliotecária pela UFMT/ROO.
Elisa Correa @elisadel
Doutora em Sociologia Política e professora de Biblioteconomia. Uma brasileira indignada.
Patricia Neubert @neubertpatricia
Doutoranda PGCIN/UFSC. Comunicação científica. Periódico científico. Acesso Aberto. Filosofia e Sociologia da Ciência.
Claudio França @claudiomai
Corrida de rua | Métricas e bibliotecas | Fluminense | Ufes e Unirio
Oswaldo F Almeida Jr @OFAJ
Jorge do Prado @jorgedoprado
Scientific Development Chief at @SenacSC. PhD Candidate in Information Science at @UFSC. @IFLALAC Information Coordinator.
Daniel Flores @DanielFloresBR
Aprendiz/aficionado por Arquivologia, Gestão Eletrônica de Documentos/GED, Patrimônio Documental e Software Livre/Arquivística. ICA-AtoM, Archivematica, RODA…
Vinícius M. Kern @vmkern
Peer review, socio+technical information systems. Professor of information science @ UFSC/CIN. Tweets in EN-ES-PT. ORCID 0000-0001-9240-304X.
Paula Carina Araújo @paulacarina
PhD Candidate at UNESP, Fulbright Alumni, Non-Degree Visit Student at @UW_iSchool from 2016/2017. Reference Librarian at @sibiufpr
Fábio Castro Gouveia @fgouveia
Data Science, Scientometrics & #Altmetrics. Science Comm., Int. Design, Bioinformatics. #BlockchainTechnology Enthusiast – (EN & PT posts)
anneclinio @anneclinio
Information Sci PHD; researching open science, open lab notebooks, citizen science and commons; working at Fiocruz (VPEIC). Dance lover. Pt-Eng-Esp.
Tiago Murakami @trmurakami
Bibliotecário e corinthiano
deiafix @deiafix
professora universitária, bibliotecária, ex-modelo e atriz, mãe do João.

E se achar oportuno, compartilhe a notícia no Twitter ou aonde vc quiser 🙂

Entrevista à Revista PerCursos sobre informação, ética e tecnologia.

Capa Revista PerCursosNuma entrevista concedida à revista PerCursos (v.17, n.34) em outubro de 2016, falamos, entre outras coisas, sobre a censura, a ética nos algoritmos e a necessidade da competência informacional como ferramenta para viver na nossa sociedade da informação, onde as notícias falsas, preconceitos e os interesses da mídia impregnam as informações que acessamos diariamente. Segue abaixo a entrevista na íntegra.

PerCursos: Atualmente, as tecnologias influenciam substancialmente na forma de acesso e apropriação da informação por parte dos indivíduos. No caso da mídia tradicional, observamos fontes de informação, como a Internet, Televisão e Rádio, as quais, muitas vezes, têm efeito contrário: ao invés de informar, elas “desinformam”. O que é necessário para se faça uma boa escolha das fontes de informação?

Se falarmos de informação científica, existem muitas instituições e profissionais encarregados de pesquisar, gerenciar, compartilhar e publicar este tipo de informação para a área que precisarmos. No âmbito da ciência, a informação passa pelo filtro da comunicação científica, que ajuda a identificar informações erradas, com metodologias incorretas ou incompletas, entre outros, mediante a revisão por pares quando submetemos um artigo a uma revista.

No caso da informação jornalística ou geral, muda um pouco. A influência das grandes mídias na população é maior, e geralmente atrás das grandes companhias existem fortes interesses econômicos privados. Manuel Castells em “O Poder da Comunicação” trata alguns dos problemas da mídia e o poder que exerce sobre a população. Com a internet, mudou a comunicação unidirecional dos jornais ou os noticiários da TV para uma comunicação em que o usuário também participa e interatua com a informação, no que agora se denomina segunda tela.

Por um lado, é uma boa notícia, por outro, sem a formação mínima necessária, as informações acessadas não serão de muita utilidade se a população não tem as competências para diferenciar entre informações objetivas e subjetivas.

Não devemos c que atrás das fontes de informação, científicas ou periodistas, estão os humanos. Não podemos exigir que os cientistas ou jornalistas sejam 100% éticos se a sociedade não é, porque como acontece com os políticos, eles sãos simplesmente um reflexo da sociedade; se a sociedade é corru[p]ta, também veremos corrupção nas informações ou nas fontes em que se encontram.

Neste sentido, ter uma boa competência informacional é fundamental para reduzir, na medida do possível, a chance de sermos manipulados ou enganados.

 

PerCursos: Ao pensar mais especificamente na Internet e na sua amplitude e abrangência, ficamos sujeitos a algum tipo de censura, ocultação ou manipulação de informação quando obtemos resultados de uma determinada busca?

O buscador quase onipresente nas buscas dos usuários no mundo inteiro, Google, oferece resultados conforme os nossos interesses, ou melhor, segundo os interesses que a corporação estadunidense considera que são os interesses dos seus usuários, porque eles fazem um perfil muito completo de cada um de nós. Há uns anos, quando o buscador operava na China, fiz um pequeno teste procurando “Praça Tiannamen” no Google Imagens dos EUA, Espanha, França, Itália e China (e ampliei um tempo depois em: “Las principales formas de censura en internet“. Os resultados dos quatro primeiros países eram parecidos: a icônica imagem de um homem de calças pretas e camisa branca, com uma maleta e uma sacola nas mãos parado frente a um fila de tanques de guerra. A imagem é um ícone mundial da resistência contra o poder. Quando se procurou o mesmo termo na versão chinesa do buscador, apenas apareciam imagens da praça na atualidade, sem aparecer nenhuma imagem relacionada com a forte repressão acontecida nesse lugar. Os resultados estavam “filtrados”.

Hoje, o Google não opera mais na China, mas sua forma de atuar continua sendo a mesma. Por exemplo, Google Maps muda as fronteiras dependendo de onde o acessemos (2, http://www.popsci.com/does-google-create-worlds-borders ). Já existem algumas vozes que consideram que deveria existir um motor de busca público que garanta que os resultados apresentados não apresentam manipulação, ocultação e nenhum tipo de censura. Poderíamos ampliar este raciocínio para a criação de um organismo público internacional para a preservação dos conteúdos na web.

Seja como for, o papel do profissional da informação e da competência informacional deve ser protagonista para orientar os usuários nestas e em outras questões.

Google, oferece resultados conforme os nossos interesses, ou melhor, segundo os interesses que a corporação estadunidense considera que são os interesses dos seus usuários.

 

PerCursos: Com relação às mídias sociais, como Facebook e Youtube, por exemplo, quais os principais problemas observados na questão referente ao compartilhamento de materiais e aos direitos autorais?

O principal problema que existe com os direitos autorais é que as pessoas não conhecem nem, geralmente, tem interesse em conhecê-los. Uma pergunta clássica quando pesquisamos em algum trabalho sobre o assunto é: “O que precisamos fazer para obter os direitos de autor sobre uma obra que criamos?”. Poucas pessoas sabem que os direitos de autor são adquiridos no mesmo momento da criação, não é preciso nenhum requisito formal. Isto é importante, pois se alguém tiver dúvidas se um trabalho de aula, por exemplo, tem direitos de autor, a resposta é sim, e os direitos são do aluno, portanto, em linhas gerais, podemos pensar que todas as fotos que usamos de internet, memes, vídeos, tudo, por efeito, está protegido. Se os usuários e os profissionais da informação se preocupassem um pouco mais com direitos autorais, conseguiríamos mudar uma legislação que não atende às necessidades da sociedade conectada e mais pessoas compartilhariam suas obras com licenças do tipo Creative Commons.

 

PerCursos: Como fica a questão da Lei dos Direitos Autorais: as redes sociais seguem a lei vigente do seu país ou do país onde foi produzida a informação que a rede social compartilhará?

As leis de direitos autorais, embora tenham como base acordos e convênios internacionais, são leis nacionais. Em princípio, cada empresa e cada pessoa deve cumprir a lei do país onde se encontre. No nosso caso, a Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 foi criada meses antes da fundação do buscador de Google. É fácil imaginar que uma lei da era pré-internet não está muito adaptada às necessidades de nossa sociedade da informação.

 

PerCursos: Quais as implicações éticas que envolvem questões como a vigilância tecnológica e o rastreamento de nossas atividades na rede?

A vigilância tecnológica é um termo aplicado principalmente a empresas ou entidades, para conhecer a evolução do mercado, onde investir, quais são as novas pesquisas ou que novos produtos apresentam empresas do mesmo setor, entre outros. Em troca, a privacidade é um direito das pessoas. Do meu ponto de vista, é uma tarefa dos profissionais da informação orientar os usuários a viver on-line, ensinando vantagens e desvantagens de aplicativos, tecnologias e comportamentos na rede, para que as pessoas possam decidir o que fazer com conhecimento. É difícil de compreender as pessoas que afirmam não se importar com o direito à privacidade porque não têm nada a esconder. Como diria Edward Snowden (1), seria como dizer que não se importam com a liberdade de expressão porque não têm nada a dizer. A privacidade é um direito que deve ser respeitado e é importante que os usuários saibam como fazé-lo. (1, https://www.theguardian.com/us-news/video/2015/may/22/edward-snowden-rights-to-privacy-video)

 

PerCursos: A internet atual tem convergido para Internet das Coisas e Web Semântica. Este novo paradigma tem que impacto nas pesquisas que virão em CI e na vida das pessoas?

A Internet das Coisas será a próxima revolução segundo os especialistas, e terá um melhor impacto na nossas vidas se conseguirmos antes debater algumas questões éticas atrás da hiperconexão de objetos que interagem entre eles e conosco. O avanço é indubitável, mais devemos estabelecer com clareza como se resolverão os dilemas que terão os dispositivos quando pensarem por eles mesmos (coisa que já fazem). Um exemplo é o carro autônomo, sem motorista. Devemos pensar como desejamos que ele escolha frente a um acidente: ir para a esquerda e atropelar várias pessoas ou para direita e arriscar a vida do motorista? Por outro lado, temos que continuar pensando na importância da privacidade e na segurança. Aqueles com aplicativos no telefone ou relógios inteligentes que registram todo o exercício feito durante o dia, imagino que não concordariam se a companhia que compila toda a informação compartilhasse seus dados com as seguradoras médicos, que poderiam rejeitá-lo se fizesse mais exercícios ou menos do que eles consideram o padrão, ou com bancos, que poderiam calcular o risco de dar um empréstimo.

A ciência e a tecnologia oferecem avanços maravilhosos que melhoram nossas vidas, e devemos tentar garantir que seja assim e não nos convertermos em simples produtos que geram dados para que outras empresas se aproveitem, e sem ter nosso consentimento informado.

 

PerCursos: Um dos aspectos da cultura digital é a emergência do e-book. Quais os conflitos atuais no que se refere ao direito dos autores? São os mesmos direitos de um livro em papel? Por exemplo, o e-book pode ser emprestado pelas bibliotecas?

Do meu ponto de vista, é um assunto muito relevante para os profissionais da informação. Quando compramos um livro em papel, adquirimos uma série de direitos. Podemos emprestá-lo, lê-lo as vezes que quisermos e onde quisermos, assim como vendê-lo, é uma propriedade material. Entretanto, quando compramos um e-book não compramos um arquivo epub ou pdf, compramos uma licença. As licenças são um tipo de contrato que oferecem acesso a uma obra e apontam o que podemos fazer com ela. Por exemplo, geralmente as licenças proíbem a venda ou empréstimo de nosso livro legalmente adquirido a terceiros. Se comprarmos o clássico 1984, de George Orwell em papel, podemos emprestá-lo a várias pessoas, e um dia, se quisermos, vendê-lo. Com o mesmo livro adquirido em formato digital, não. Além disso, as licenças podem limitar desde onde acessamos a uma obra, como acontece com as grandes bases de dados do portal CAPES: precisamos estar dentro do campus da universidade (ou acessar mediante VPN) para ter acesso às bases de dados; se estivermos fora ou não tivermos configurado corretamente o VPN, então não podemos acessar.

…quando compramos um e-book não compramos um arquivo epub ou pdf, compramos uma licença.

 

PerCursos: Comente sobre a emergência de movimentos como Copyleft ou Creative Commons em contraposição ao Copyright.

O movimento Copyleft não é contrário aos direitos autorais, ou pelo menos não todo o movimento (não devemos esquecer que onde existe poder, existe um contra poder). Embora seja um trocadilho, copyleft: cópia esquerda, como o contrário de copyright: cópia direita, está baseado nos direitos autorais; tanto é assim que melhoram os direitos de autor, para que os criadores e usuários tenham controle sobre nossas obras e possamos criar, utilizar e compartilhá-las segundo as condições que decidamos. Neste ponto, poderíamos falar sobre as licenças GNU em computação, fundamentais no software livre, e no âmbito da educação, das licenças Creative Commons, que apresentam seis licenças das quais duas são consideradas como livres e poderiam se encaixar dentro do conceito de copyleft (CC by e CC by-sa).

O Acesso Aberto é um movimento fundamental para o avanço da Ciência que fomenta o acesso e compartilhamento de informação científica. Este movimento se baseia nas licenças Creative Commons e, sem elas, seria muito difícil que pudesse existir.

A meu ver, os professores e alunos deveriam compartilhar suas obras sempre com uma licença Creative Commons. Para isso, simplesmente temos que entrar no site do projeto (https://creativecommons.org/choose/?lang=pt ), escolher a licença que quisermos, e escrever na nossa obra qual é a licença CC utilizada e um link para que se alguém não souber, possa se aprofundar mais no que permite ou não a licença. É uma forma simples e de graça de liberar e fomentar a educação para fazer do mundo um lugar um pouco melhor.

 

Para citar esta entrevista (recomendo ir à fonte original):

MURIEL-TORRADO, Enrique. Informação, ética e tecnologia. Uma entrevista com o Professor Enrique Muriel-Torrado. [Entrevista concedida em 30 de setembro de 2016]. Revista PerCursos. Florianópolis, v. 17, n.34, p. 134 – 140, maio/ago. 2016. Entrevistadores: Daniella Camara Pizarro, Divino Ignácio Ribeiro Júnior e José Eduardo Santarem Segundo.

DOI: http://dx.doi.org/10.5965/1984724617342016134

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